Bolsonaro em Custódia Militar: Revelações e Decisões Polêmicas no STF
Alexandre de Moraes decide custódia de Bolsonaro em complexo militar. Preocupações do Exército e negociações internas são temas de debate. “Kids Pretos” e próximas sentenças no caso
A decisão de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro sob custódia no interior do complexo militar, em vez de uma prisão comum, gerou debates intensos. O principal receio do Alto Comando do Exército era que a presença do ex-presidente pudesse desestabilizar a hierarquia e manter viva a influência que ele ainda exercia sobre oficiais e praças.
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Essa preocupação foi um dos fatores que motivaram o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a determinar que Bolsonaro cumprisse sua pena na Superintendência da Polícia Federal, local onde se encontrava desde o dia 22 de novembro.
Discussões Internas no STF
As discussões sobre a custódia levaram a encontros entre o ministro Alexandre de Moraes, o ministro da Defesa, José Múcio, e o comandante do Exército, general Tomás Paiva. Durante uma dessas conversas, o general Paiva afirmou a Moraes que a decisão final caberia a ele e que a Força Estaria preparada para receber o ex-presidente, caso fosse necessário.
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Essa declaração foi interpretada como um sinal de que não haveria resistência institucional, mas que a Força preferia evitar uma situação politicamente explosiva.
Contexto das Condenações Militares
A situação se agrava diante das recentes condenações de generais do Exército. Em setembro, o Brasil condenou, pela primeira vez, generais de quatro estrelas por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira foram condenados a 19, 26 e 21 anos de prisão, respectivamente.
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Além disso, o ex-general Mário Fernandes já cumpre pena preventiva desde novembro de 2024, acusado de ser o autor dos planos Punhal Verde e Amarelo, que visavam a tomada do poder e o ataque a autoridades como Alexandre de Moraes, Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva.
Próximas Sentenças e o Caso dos “Kids Pretos”
A situação deve se tornar ainda mais complexa com a execução das penas dos oito coronéis condenados por integrar o núcleo operacional da tentativa de golpe. Conhecidos como “kids pretos”, esses oficiais receberam penas que variam de um ano e 11 meses a 24 anos, após serem acusados de planejar ações táticas para efetivar o golpe e de discutirem o sequestro e assassinato de autoridades.
O julgamento de Mário Fernandes está marcado para 9 de dezembro.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.












