Bolsonaro e Collor sob prisão domiciliar humanitária! STF decide de forma diferente. Moraes impõe restrições rigorosas ao ex-presidente. Collor tem encarceramento ilimitado
Em 24 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal autorizou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, e determinou condições de cumprimento mais rigorosas do que as aplicadas a outros casos, incluindo o de Fernando Collor, de 76 anos.
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A decisão, que se baseia em avaliações contínuas, permite que Bolsonaro tenha uma reavaliação posterior da medida, ao contrário da situação de Collor, que possui um período de encarceramento ilimitado.
A medida, que busca equilibrar os direitos do ex-presidente com a necessidade de garantir o cumprimento das decisões judiciais, envolve o uso de equipamentos como tornozeleiras eletrônicas e a proibição de acesso a celulares e redes sociais. Além disso, há restrições às visitas e aglomerações nas proximidades da residência onde ele está sob regime domiciliar.
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A decisão de Moraes se distingue do caso Collor, que ocorreu em maio de 2025, considerando a idade avançada do ex-presidente e suas condições de saúde. A jurisprudência do STF, baseada na Lei de Execução Penal, permite a prisão domiciliar de presos idosos ou com problemas de saúde graves.
No entanto, a decisão para Bolsonaro apresenta um nível de restrição mais elevado, refletindo a preocupação com possíveis desvios de conduta e mobilização pública.
Caso Collor: A prisão domiciliar de Fernando Collor foi decretada pelo STF em 1º de maio de 2026, em caráter humanitário, após a condenação definitiva a 8 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão levou em conta a idade avançada do ex-presidente, de 75 anos na época, e suas condições de saúde, conforme atestado por um laudo médico que detalhava a presença de apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar, necessitando de uso diário de medicações e CPAP, além de acompanhamento médico regular. As restrições incluíram o uso de tornozeleira eletrônica, permanência em uma residência fixa, suspensão do passaporte e restrições de visitas, limitadas a advogados, familiares e equipe médica.
Caso Bolsonaro: A decisão para Jair Bolsonaro, motivada por um quadro de broncopneumonia bacteriana que o levou a ser hospitalizado, estabelece medidas mais restritivas. O ministro Moraes considerou não apenas o estado de saúde do ex-presidente, mas também o risco de descumprimento das medidas judiciais e a possibilidade de mobilização pública em torno de sua residência. A decisão inclui a proibição total de uso de celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação, o veto ao uso de redes sociais, mesmo por terceiros, restrições rigorosas de visitas, monitoramento da área externa, possibilidade de vistorias em veículos e pessoas, e a proibição de aglomerações em um raio de 1 km.
Esta reportagem foi produzida pelo trainee de Jornalismo Thiago Annunziato sob supervisão da secretária de Redação adjunta, Sabrina Freire.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.