Bolsas europeias fecham perto da estabilidade com alta de techs e tensão no Oriente Médio

Investidores monitoram o petróleo e aguardam a decisão do BCE nesta semana, em um mercado de liquidez reduzida pelo feriado do Dia do Trabalho nos EUA.

07/09/2026 14:31

3 min

Pedestre caminha em frente à Bolsa de Valores de Milão
Pedestre caminha em frente à Bolsa de Valores de Milão

As bolsas europeias fecharam próximas da estabilidade nesta segunda – feira (7), com o avanço das ações de tecnologia compensando a cautela provocada pela alta do petróleo Brent, que atingiu o maior nível em dois meses após novos ataques no Oriente Médio.

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O movimento também refletiu a liquidez global reduzida pelo feriado do Dia do Trabalho nos EUA e a expectativa pela decisão do BCE (Banco Central Europeu) nesta semana. As cotações são preliminares.

Bolsas fecham com variações moderadas

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,08%, aos 10822,13 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,25%, a 25981,79 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, avançou 0,33%, para 8306,15 pontos.

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Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,25%, aos 52229,57 pontos. O Ibex 35, de Madri, cedeu 0,17%, a 20017,35 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, teve alta de 0,32%, aos 9419,13 pontos.

As ações ligadas à cadeia de semicondutores sustentaram os ganhos no continente, acompanhando a valorização dos papéis do setor na Ásia e o interesse dos investidores por empresas expostas à inteligência artificial (IA). Em Amsterdã, a ASML subiu 2,25%, enquanto a ASM International saltou mais de 4%.

Petróleo e tensões geopolíticas pressionam o mercado

O Stoxx 600 Technology avançou mais de 1%. O subíndice de energia do Stoxx 600 também ganhou mais de 1% na marcação, em sintonia com a alta do petróleo.

Uma refinaria na Arábia Saudita foi atacada nesta segunda – feira perto da fronteira com o Iêmen, segundo o Financial Times. A notícia acelerou a alta do petróleo, que já vinha recebendo suporte do aumento das tensões entre EUA e Irã no fim de semana.

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As perspectivas de aperto no transporte marítimo global, agora também no Canal do Panamá, ampliaram a preocupação dos investidores. Em Londres, BP e Shell lideraram os ganhos, com altas de 1,24% e 1,32%, respectivamente.

Na direção oposta, mineradoras ficaram pressionadas pelo desempenho volátil de metais como ouro. Fresnillo caiu 2,13%, e Antofagasta recuou 0,43%. Os investidores britânicos também avaliaram o primeiro discurso do ministro das Finanças, John Healey, concentrado no compromisso com a disciplina fiscal.

Empresas e indicadores entram no radar

Em Zurique, a Novartis caiu mais de 3% depois de informar que um medicamento experimental não alcançou o objetivo de reduzir o risco cardiovascular em um estudo de fase avançada.

Os mercados ainda reagiram aos dados de produção industrial alemã, que recuou em julho. Os desdobramentos das eleições estaduais da Alemanha também aumentaram o ruído político em torno dos debates sobre reformas e pressionaram o governo de Friedrich Merz.

Na semana, o grande teste será a decisão, com alta de 25 pontos – base amplamente esperada. O foco dos investidores está no tom que será adotado no comunicado.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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