As bolsas europeias fecharam em meio a tensões geopolíticas no Irã, com o FTSE 100 em alta e o DAX em queda. Descubra os detalhes das movimentações!
As bolsas europeias encerraram suas atividades nesta quarta-feira (14) sem uma tendência definida, com investidores demonstrando cautela em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Irã. Além disso, um encontro entre autoridades dos EUA, Dinamarca e Groenlândia está agendado para hoje.
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No fechamento, o FTSE 100 de Londres registrou uma alta de 0,46%, alcançando 10.184,35 pontos. Em Frankfurt, o DAX apresentou uma queda de 0,56%, fechando a 25.278,21 pontos. O CAC 40 de Paris perdeu 0,10%, terminando em 8.338,62 pontos, enquanto o PSI 20 de Lisboa caiu 0,36%, a 8.531,26 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,05%, para 17.695,70 pontos, e o FTSE MIB de Milão avançou 0,27%, fechando a 45.647,40 pontos.
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No cenário do Oriente Médio, há preocupações sobre a possibilidade de intervenção dos EUA na repressão do regime iraniano aos protestos, que já resultaram em mais de 3 mil mortes. A embaixada dos EUA na Arábia Saudita alertou seus cidadãos a evitarem áreas próximas a instalações militares.
Além disso, o exército dos EUA retirou parte de seu pessoal da Base Aérea de Al Udeid, no Catar, como medida de precaução.
No setor corporativo, as ações da Fresnillo caíram 0,24%, revertendo os ganhos que haviam levado os papéis a um recorde pela manhã, acompanhando a tendência de alta dos metais preciosos. Outras ações do setor de mineração também apresentaram desempenho negativo, apesar do subíndice de recursos básicos do Stoxx 600 ter avançado 1,4%.
A Czechoslovak Group (CSG), uma empresa de defesa da República Tcheca, anunciou planos para listar ações existentes e novas na Euronext Amsterdã, o que pode se tornar uma das maiores ofertas públicas iniciais (IPOs) da Europa em 2026. Apesar das tensões geopolíticas, o subíndice do setor de defesa caiu 1,5% nesta quarta-feira.
As ações de tecnologia também impactaram negativamente o desempenho das bolsas europeias, com uma queda de 1,6%. Essa movimentação reflete a deterioração do sentimento de risco em Wall Street e a fuga de investidores das grandes empresas de tecnologia.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.