Bolsa americana oscila com Fed cauteloso e geopolítica; dólar sobe 0,45%

Ata do Fed reforça cautela com juros e derruba Dow Jones, SP 500 e Nasdaq; dólar sobe a R$ 5,87 e Ibovespa cai 0,43%.

12/10/2026 18:42

3 min

Wall Street, em Nova York.
Wall Street, em Nova York.

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira (7), pressionadas pela incerteza em torno das tarifas comerciais impostas pelo governo Trump. O movimento refletiu a cautela dos investidores, que seguem monitorando os desdobramentos da política externa americana.

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No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária. O documento trouxe sinais de que a diretoria não tem pressa para cortar os juros, o que também pesou sobre os negócios.

Bolsas dos EUA caem com tarifas de Trump no radar; Fed sinaliza paciência com juros

O que disseram os índices

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As bolsas de Nova York fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,45%, aos 44.712,89 pontos. O SP 500 caiu 0,51%, para 6.042,57 pontos. Já o Nasdaq teve baixa de 0,34%, terminando em 19.608,31 pontos. Na visão de analistas, o mercado reagiu à ata do Federal Reserve, que trouxe tom mais cauteloso em relação aos juros.

O documento indicou que o banco central americano não deve ter pressa para cortar a taxa básica de juros, o que esfriou o apetite por risco.

O que diz a ata do Fed

A ata da última reunião do Fed, divulgada nesta quarta-feira (7), mostrou que os dirigentes veem espaço para manter os juros altos por mais tempo. O texto reforça que as decisões seguirão dependendo dos dados de inflação e do mercado de trabalho.

Os dirigentes também discutiram os efeitos das tarifas de importação sobre a economia americana. O tom foi de cautela: a maioria avalia que a política comercial pode pressionar preços e atrasar o ritmo de cortes na taxa de juros.

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Reação dos mercados

Os investidores reagiram mal à sinalização. O dólar subiu e as bolsas de Nova York fecharam em queda, com o SP 500 recuando 0,8% e o Nasdaq caindo 1,4%. O Dow Jones teve baixa de 0,5%. No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento externo e fechou em queda de 0,43%, aos 125.214 pontos.

O dólar comercial subiu 0,45%, cotado a R$ 5,87 na venda.

O que dizem os analistas

Investidores passaram a reduzir apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano. A leitura predominante é que o banco central americano deve manter a cautela diante da inflação ainda acima da meta. No mercado de juros futuros, as taxas subiram em diversos vencimentos, refletindo a expectativa de política monetária mais restritiva nos Estados Unidos.

Esse movimento pressionou também o câmbio e derrubou o Ibovespa na sessão. A bolsa brasileira caiu e o dólar avançou, acompanhando o mau humor global. Investidores monitoram os próximos passos do Fed e o impacto das tarifas comerciais na economia americana.

O que pesa sobre os mercados

A cautela dos investidores tem relação direta com as declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Eles sinalizaram que os juros nos Estados Unidos devem permanecer em patamares elevados por mais tempo do que o esperado.

Isso mexe diretamente com o fluxo de dinheiro para países emergentes, como o Brasil.

Com juros altos lá fora, fica mais atraente aplicar em renda fixa americana, o que tende a tirar recursos de ações e moedas de mercados como o brasileiro. O mercado também monitora os desdobramentos fiscais no Brasil. A tramitação de pautas econômicas no Congresso e as declarações de autoridades sobre o controle de gastos entram no radar dos investidores.

Repercussão nos mercados

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