Irã enfrenta o sexto dia de bloqueio de internet, com repressão a protestos e ativação da Rede Nacional de Informação. Entenda as consequências dessa crise!
O Irã está enfrentando o sexto dia de um bloqueio de internet imposto pelo governo, que deve se estender por “uma ou duas semanas”. Essa medida ocorre em meio à repressão a protestos em massa no país.
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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou um comunicado na quarta-feira (14), afirmando que as autoridades competentes tomarão uma decisão final sobre a situação. O regime argumenta que o acesso irrestrito à internet tem contribuído para o aumento da violência nas ruas.
Como parte das restrições, a Rede Nacional de Informação do Irã foi ativada. Essa plataforma permite ao governo bloquear sites estrangeiros e monitorar os usuários. Além disso, a Guarda Revolucionária informou que “as redes sociais nacionais também foram relativamente ativadas”.
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Na terça-feira (13), a CNN Internacional relatou que alguns usuários de telefones fixos e celulares conseguiram realizar chamadas internacionais pela primeira vez durante o apagão. No entanto, as chamadas recebidas ainda não estão sendo completadas, conforme informações de jornalistas da CNN.
O serviço Proton VPN, utilizado por muitos iranianos para contornar a censura, informou que, em 8 de janeiro, observou uma queda e, posteriormente, uma interrupção total de suas sessões de VPN originadas do país.
A organização de monitoramento da internet NetBlocks declarou na manhã de quarta-feira que o apagão já dura mais de 132 horas, destacando que a situação está sendo agravada pela falta de conectividade.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.