BlackRock atinge lucro recorde de US$ 2,18 bilhões no quarto trimestre de 2025, impulsionada pela recuperação dos mercados e crescimento dos ETFs.
A BlackRock, a maior administradora de ativos do mundo, divulgou nesta quinta-feira (15) um lucro significativo no quarto trimestre. A recuperação dos mercados impulsionou a receita de taxas, elevando os ativos sob gestão a um novo recorde de US$ 14,04 trilhões.
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No período encerrado em 31 de dezembro, a empresa reportou um lucro ajustado de US$ 2,18 bilhões, ou US$ 13,16 por ação. Esse resultado representa um aumento em relação aos US$ 1,87 bilhão, ou US$ 11,93 por ação, do mesmo trimestre do ano anterior.
A valorização das ações nos Estados Unidos foi impulsionada pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial, pela redução das taxas de juros e por um crescimento econômico estável. Esses fatores contribuíram para avanços nos mercados acionários, levando investidores a reinvestir em estratégias de índices de baixo custo.
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Com a inflação em queda e o mercado de trabalho esfriando, o Federal Reserve adotou uma postura mais “dovish”, resultando em influxos significativos para os produtos de renda fixa da BlackRock. No quarto trimestre, os influxos para renda fixa totalizaram US$ 83,77 bilhões, um aumento considerável em relação aos US$ 23,78 bilhões do ano anterior.
Os ativos sob gestão da BlackRock cresceram para US$ 14,04 trilhões, superando os US$ 11,55 trilhões do ano anterior. As entradas líquidas de longo prazo alcançaram cerca de US$ 267,8 bilhões, destacando a força contínua no negócio de ETFs, que é o principal motor de crescimento orgânico da empresa.
Os ETFs têm se tornado cada vez mais populares entre os investidores que buscam uma exposição diversificada e de baixo custo em diversos mercados. Em 2025, as ações da BlackRock valorizaram 4,4%, embora tenham ficado atrás do desempenho do índice S&P 500.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.