Bitcoin enfrenta queda em 2026, revertendo ganhos recentes. Analistas debatem a relação com ativos seguros e as tensões geopolíticas que afetam o mercado.
Hoje, o bitcoin apresentou uma queda, revertendo parte dos ganhos obtidos nas últimas sessões. Analistas e investidores tentam entender as tendências para a criptomoeda ao longo deste ano. O ativo encerrou dezembro com uma desvalorização anual de 6%, apesar de 2025 ter sido um ano de novas máximas históricas.
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Em 2026, a atenção do mercado se volta para a instabilidade geopolítica global e a relação do bitcoin com ativos considerados seguros, como o ouro. Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o bitcoin recuava 2,11%, cotado a US$ 92.309,91, enquanto o ethereum apresentava uma leve alta de 0,16%, a US$ 3.222,40, segundo dados da Binance.
No cenário financeiro, o Morgan Stanley protocolou hoje um pedido à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para registrar seus primeiros Fundos de Índice (ETFs) cripto. Além disso, a Strategy reportou uma perda não realizada de cerca de US$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2025, reflexo da desvalorização do bitcoin nesse período.
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Louis Navellier, fundador da Navellier & Associates, sugere que a recente recuperação do bitcoin, após uma queda acentuada no final de 2025, pode ser temporária. Ele recomenda que os investidores considerem vender bitcoin e optar pela compra de ouro como alternativa ao dólar.
Navellier também expressa preocupação com ETFs que apresentam “problemas graves de precificação”.
Por outro lado, os ganhos do bitcoin após a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA indicam que as tensões geopolíticas estão levando investidores a buscar criptomoedas como ativos alternativos. Matt Mena, estrategista de Criptomoedas da 21shares, destaca que, enquanto ativos tradicionais de refúgio, como ouro e prata, tiveram alta no segundo semestre de 2025, o bitcoin está sendo cada vez mais considerado uma reserva geopolítica neutra.
Historicamente, o bitcoin não registrou dois anos consecutivos de queda nos últimos 15 anos, o que sugere a possibilidade de uma alta neste ano, conforme acrescenta Mena.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.