Bitcoin e Ethereum despencam nesta terça-feira, com o Bitcoin abaixo de US$ 70 mil. Entenda as causas da desvalorização e o que dizem os especialistas!
O Bitcoin e o Ethereum enfrentam uma queda nesta terça-feira (10), com a principal criptomoeda sendo negociada abaixo de US$ 70 mil. O setor continua a apresentar uma trajetória de desvalorização, refletindo a fragilidade da confiança dos investidores desde a liquidação da semana passada.
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Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o Bitcoin apresentava uma queda de 2,52%, cotado a US$ 68.951,78. O Ethereum, por sua vez, registrava uma desvalorização de 5,41%, sendo negociado a US$ 2.014,60, segundo dados da plataforma Binance.
A recente queda do Bitcoin trouxe a criptomoeda novamente para abaixo da marca de US$ 70 mil, evidenciando a volatilidade que tem dominado os mercados financeiros nos últimos dias. Susannah Streeter, da Wealth Club, comentou que o sentimento dos investidores se deteriorou após uma breve recuperação na sexta-feira.
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“As criptomoedas são ativos especulativos e a confiança diminui quando a ansiedade predomina, seja por temores de uma possível bolha de inteligência artificial, expectativas de novos conflitos geopolíticos ou a continuidade de taxas de juros elevadas”, afirmou Streeter.
No noticiário, Michael Saylor, CEO da Strategy, negou as alegações de que a empresa liquidaria suas participações em Bitcoin caso a criptomoeda continuasse a cair. “Se o Bitcoin cair 90% nos próximos quatro anos, refinanciaremos a dívida”, declarou Saylor, ressaltando que os bancos continuam a ver valor na volatilidade do Bitcoin.
Além disso, o The Wall Street Journal informou que a primeira venda pública de títulos lastreados em Bitcoin em Wall Street encontrou dificuldades devido à recente desvalorização da criptomoeda. A proposta do Jefferies envolvia a venda de títulos no valor de US$ 188 milhões, garantidos por empréstimos da credora cripto Ledn, que utilizava criptoativos como colateral.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.