Bitcoin e Ethereum despencam em meio a tensões geopolíticas e juros elevados nos EUA

Bitcoin e Ethereum enfrentam quedas acentuadas devido a incertezas geopolíticas e expectativas de juros altos nos EUA. O que isso significa para o futuro das

05/06/2026 04:26

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Bitcoin e Ethereum despencam em meio a tensões geopolíticas e juros elevados nos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Bitcoin e Ethereum em Queda em Meio a Incertezas Geopolíticas

Na quinta-feira (4), o bitcoin apresentou uma queda significativa, refletindo a diminuição do apetite por risco nos mercados globais. Essa situação é impulsionada pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio e pela expectativa de que as taxas de juros nos Estados Unidos permaneçam elevadas por um período prolongado.

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Os investidores também estão atentos às retiradas de recursos de ETFs de criptomoedas e aos desafios que o ambiente macroeconômico ainda impõe aos ativos digitais.

Por volta das 16h (horário de Brasília), o bitcoin registrava uma queda de 3,11%, cotado a US$ 63.938,52, enquanto o ethereum apresentava uma desvalorização de 2,96%, sendo negociado a US$ 1.775,19, segundo dados da plataforma Binance.

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Tensões no Oriente Médio e Expectativas de Juros Elevados

A cautela dos investidores foi intensificada pelas tensões no Oriente Médio. Embora haja indícios de uma possível trégua entre Israel e Hezbollah, a falta de avanços concretos nas negociações com o Irã mantém a incerteza em alta. A Zaye Capital Markets destaca que, além dos riscos geopolíticos, o mercado continua a avaliar o impacto de dados econômicos resilientes dos EUA, que sustentam as expectativas de juros elevados por parte do Federal Reserve.

A empresa também observa que as medidas dos EUA contra corretoras ligadas ao Irã ressaltam a crescente influência de questões regulatórias e políticas sobre os ativos digitais.

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Pressões sobre o Bitcoin e o Ethereum

Tony Sycamore, da IG, aponta que o bitcoin enfrenta pressão devido à menor disposição ao risco e à recente venda de parte das reservas da Strategy, a maior acumuladora corporativa da criptomoeda, que ocorreu pela primeira vez desde o “inverno cripto” de 2022.

Em relação ao ethereum, analistas do Saxo Bank atribuem a queda à redução da exposição a ativos de risco, às saídas de recursos de ETFs de criptomoedas e às incertezas macroeconômicas, levando os investidores a buscar a “segurança relativa” do bitcoin.

Para os próximos dias, Lacie Zhang, da Bitget, sugere que o bitcoin pode testar a faixa entre US$ 55 mil e US$ 57 mil, caso as saídas do mercado continuem.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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