Bilionários investem em times esportivos e avaliações atingem níveis recordes em 2026
O aumento de bilionários investindo em franquias esportivas reflete uma tendência de valorização acentuada, com avaliações ultrapassando recordes históricos.
As transações de equipes esportivas estão em plena ascensão, com clubes como Los Angeles Lakers e Seattle Seahawks se destacando. Recentemente, as avaliações dessas franquias atingiram níveis recordes, impulsionadas por uma combinação de fatores, incluindo um aumento de bilionários dispostos a investir.
A demanda crescente, aliada à oferta limitada de times, tem elevado os preços a patamares estratosféricos. Contudo, uma influência inesperada nesse cenário é a inteligência artificial.
Sal Galatioto, um dos principais banqueiros de investimento na compra e venda de times esportivos, destaca que a longevidade das franquias é mais segura do que a de muitos investimentos tradicionais. “Estou disposto a apostar que as chances são maiores de que, em 100 anos, o Yankees ainda exista em comparação com a IBM”, afirmou Galatioto.
Com três décadas de experiência no setor, ele relata que nunca esteve tão ocupado quanto agora.
A corrida por investimentos bilionários
A busca por equipes esportivas se intensificou recentemente. Este mês, o capitalista de risco Josh Kushner e sua empresa concordaram em adquirir uma participação controladora nos Lakers, avaliando o time em impressionantes US 12,5 bilhões. Além disso, o Fenway Sports Group vendeu 40% do clube Liverpool para um consórcio que inclui Jeff Bezos, fundador da Amazon.
Na Major League Baseball, a venda dos San Diego Padres foi aprovada por US 3,9 bilhões para um bilionário do setor de private equity. Esse valor supera os US 2,4 bilhões pagos por Steve Cohen pelo New York Mets em 2020. Na National Football League (NFL), está em andamento a aprovação da venda recorde dos Seattle Seahawks por US 9,6 bilhões.
Também nesta semana, os Minnesota Timberwolves e Lynx foram vendidos em um negócio avaliado em US 4,5 bilhões.
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O crescimento do interesse do private equity nas equipes esportivas é mais uma indicação do boom atual no setor. Irwin Kirshner, chefe do grupo de direito esportivo do escritório Herrick Feinstein, comentou que as avaliações continuam subindo ano após ano.
Fatores que impulsionam o crescimento
O aumento das transmissões ao vivo de eventos esportivos também contribui significativamente para essa valorização. Em um mundo onde o consumo sob demanda predomina, as transmissões esportivas se destacam como um dos poucos conteúdos assistidos com anúncios publicitários.
A entrada de plataformas como Amazon e Apple elevou ainda mais esses valores.
As apostas esportivas legalizadas desde 2018 têm atraído cada vez mais interesse e ampliado a audiência das partidas. Victor Matheson, professor de economia no College of the Holy Cross e especialista em negócios esportivos, observa que apostadores tendem a assistir jogos entre equipes nas quais não teriam muito interesse anteriormente. “Você pode ter até um bilhão de dólares por ano em dinheiro total de apostas sendo repassado às equipes e ligas”, disse Matheson.
A escassez também desempenha um papel crucial nesse mercado: poucos times estão disponíveis para venda e muitos só vão a leilão quando seus proprietários falecem. Times como o New York Giants estão sob controle familiar há mais de um século e estão apenas agora considerando vender parte do clube.
Perfil diversificado dos investidores
A venda de participações minoritárias não é novidade; no entanto, essa prática tem se tornado cada vez mais comum. O perfil dos compradores está se diversificando: investidores americanos estão adquirindo clubes europeus enquanto investidores estrangeiros estão comprando franquias nos Estados Unidos.
Apesar da possibilidade de pagar valores elevados ou ter prejuízos no curto prazo, muitos acreditam que essas aquisições resultarão em retornos financeiros significativos no futuro.