Bilhetes magnéticos tipo Edmondson deixam de ser aceitos no Metrô de SP em 31 de outubro

Passageiros poderão trocar bilhetes excedentes entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, em postos específicos que ainda serão divulgados pelo Metrô.

Sistema de bilhetagem foi utilizado há mais de cinco décadas e passou a ser substituído definitivamente por tecnologias digitais, QR Code e meios eletrônicos de pagamento

Os bilhetes magnéticos do tipo “Edmonson”, usados para acessar o Metrô de São Paulo, deixarão de ser aceitos definitivamente a partir de 31 de outubro. A decisão faz parte do processo de modernização da bilhetagem e encerra o uso de um modelo que acompanhou milhões de passageiros.

Mesmo após o fim da aceitação, os bilhetes excedentes poderão ser trocados entre novembro e janeiro de 2027. A substituição será feita em postos de atendimento específicos, que ainda serão divulgados.

Fim dos bilhetes magnéticos no Metrô de São Paulo

A medida foi tomada por causa da limitação tecnológica do sistema de leitura instalado nas catracas. O Metrô de São Paulo também considera os custos e as etapas envolvidas na produção e na distribuição dos bilhetes.

A fabricação especializada é feita pela Casa da Moeda. Depois, os bilhetes passam por transporte, armazenamento seguro, distribuição às estações e reposição constante dos estoques.

Há ainda despesas com logística, armazenagem, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos de leitura. Na prática, a substituição do papel – cartão acompanha a adoção de alternativas consideradas mais modernas para o transporte público.

A chegada de cartões como o Bilhete Único e Top foi um dos principais motivos para a aceitação do fim dos bilhetes de papel.

Bilhete marcou gerações de passageiros

Durante muitos anos, o pequeno bilhete magnético esteve ligado à rotina dos paulistanos. Ele foi usado em deslocamentos para a escola, o trabalho e outros momentos importantes da vida na cidade.

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O objeto passou a ocupar um espaço afetivo semelhante ao de antigas fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos nas plataformas. Para diferentes gerações, o bilhete se tornou uma lembrança de uma época e também um símbolo da própria de São Paulo.

O modelo foi criado pelo inglês Thomas Edmondson, no século 19. Chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra, ele desenvolveu, a partir de 1839, um sistema padronizado de emissão de passagens que substituiu os antigos bilhetes manuscritos.

A tecnologia usava cartões impressos antecipadamente, numerados em sequência e validados no momento da venda. O método aumentou o controle operacional e financeiro e, por sua eficiência, foi adotado por ferrovias de diversos países, tornando – se um padrão mundial de bilhetagem ferroviária.

Quando o Metrô de São Paulo iniciou suas operações comerciais em 1974, incorporou essa tradição ao adotar bilhetes de papel – cartão com tarja magnética, vistos como tecnologia de ponta naquele período. Por décadas, eles tiveram papel central na mobilidade de milhões de passageiros.