Bicheira-do-Novo-Mundo é detectada no Texas: alerta para a economia e produção de carne!

Detecção de Bicheira-do-Novo-Mundo no Texas
Um caso de bicheira-do-novo-mundo, conhecida como mosca-da-bicheira, foi identificado em um rebanho no sul do Texas, conforme informou o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Esta é a primeira vez em décadas que essa mosca parasita, cujas larvas se alimentam exclusivamente do tecido de animais de sangue quente, é registrada em rebanhos nos EUA.
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As bicheiras-do-novo-mundo são a forma larval carnívora da Cochliomyia hominivorax, uma espécie de mosca-varejeira.
Embora a presença dessa mosca não represente um risco à segurança alimentar, uma infestação pode impactar a produção de alimentos e acarretar prejuízos bilionários à economia. Isso também pode elevar o preço da carne bovina em um momento em que os consumidores americanos já enfrentam preços recordes.
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Confirmação e Ações do USDA
O USDA informou que seus Laboratórios Nacionais de Serviços Veterinários, localizados em Ames, Iowa, testaram uma amostra de um bezerro de três semanas em La Pryor, Texas, confirmando na quarta-feira (3) que se tratava da bicheira-do-novo-mundo. A agência mobilizou equipes no Texas para conter e erradicar o parasita, estabelecendo uma zona de infestação de 20 quilômetros e implementando quarentenas, controles de movimentação e vigilância na área.
Além disso, o órgão está acelerando a criação de moscas estéreis, que são utilizadas para controlar a população de moscas férteis na região e limitar a disseminação do parasita. A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, destacou a importância da colaboração para seguir os protocolos de tratamento animal e as orientações sobre restrição de movimentação, afirmando que não há motivos para acreditar que essa incursão resultará no estabelecimento da praga no país.
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Impacto e Monitoramento
A bicheira-do-novo-mundo havia sido considerada erradicada nos EUA há décadas, graças a esforços como a criação de moscas estéreis e campanhas de conscientização. No entanto, um aumento repentino de casos na América do Sul está sendo monitorado de perto por especialistas em saúde pública e pelo Departamento de Agricultura.
A mosca não é contagiosa, mas as fêmeas adultas depositam ovos em feridas de animais de sangue quente, e as larvas podem causar danos graves ao hospedeiro.
Veterinários no Texas, Arizona e Novo México foram orientados a ficarem atentos a novas infecções. A secretária de Agricultura alertou os donos de animais de estimação para que observem sinais de desconforto, feridas abertas ou larvas perto de orifícios do corpo.
Embora os casos em humanos sejam raros, a última infecção registrada nos EUA ocorreu em agosto, em Maryland, envolvendo uma pessoa que havia viajado para fora do país.
Ameaça à Saúde Humana
Brooke Rollins afirmou que a ameaça atual à saúde humana é extremamente baixa e que a mosca-varejeira não representa risco à segurança alimentar. No entanto, ela enfatizou que a situação é uma ameaça séria para a saúde animal. Pessoas que trabalham com gado ou que passam muito tempo ao ar livre, especialmente aquelas com feridas abertas, podem estar em maior risco de infecção.
Em agosto, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA começou a permitir o uso emergencial de medicamentos para tratar ou prevenir infestações em animais. Um carregamento desse tratamento está a caminho do sul do Texas. O USDA também implementou novos protocolos de monitoramento e quarentena em resposta ao surto que se espalha pela América Central e do Sul.
Consequências Financeiras de uma Infestação
Especialistas alertam que uma infestação de moscas-varejeiras nos EUA poderia ter consequências financeiras devastadoras. O pior surto registrado ocorreu em 1972, com 90 mil casos estimados pelo Departamento de Agricultura, e um novo surto dessa magnitude poderia custar mais de US$ 3 bilhões ao sudoeste dos EUA, segundo o Banco da Reserva Federal de Dallas.
Max Scott, entomologista que modificou geneticamente a mosca-varejeira para que não se reproduza, explicou que surtos são normalmente controlados por meio da criação de moscas em fábricas e esterilização dos insetos. O USDA conseguiu erradicar essa mosca até a fronteira Panamá-Colômbia ao longo de 50 anos, mas a barreira falhou recentemente, permitindo que as moscas se espalhassem rapidamente pela América Central.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



