Bianca Andrade alerta sobre pielonefrite: infecção urinária pode afetar rins se não tratada
Bianca Andrade enfatiza a importância do tratamento precoce da infecção urinária para prevenir complicações graves, como a pielonefrite e a sepse.
A empresária destacou como uma infecção urinária, que inicialmente apresentava poucos sintomas, pode evoluir e afetar o funcionamento renal caso não seja tratada adequadamente.
A pielonefrite é uma infecção que se concentra principalmente na pélvis renal e nos tecidos circundantes. Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, essa condição geralmente se origina no trato urinário inferior, especialmente na uretra e na bexiga.
A bactéria Escherichia coli, normalmente encontrada na flora intestinal, é a responsável pela maioria dos casos. No entanto, outros microrganismos, como Proteus mirabilis, Enterobacter e Staphylococcus, também podem causar a doença.
Sintomas e complicações
Os primeiros sintomas de uma infecção restrita à uretra e à bexiga incluem dor pélvica, aumento da frequência urinária, ardência ou dor ao urinar e urina com coloração escura e odor forte. À medida que a infecção avança para os ureteres e rins, novos sinais surgem: febre, dor nas costas, náuseas e vômitos.
No caso de Bianca Andrade, a ausência de dor ou ardência ao urinar dificultou a percepção da gravidade da situação. Ela relatou apenas sentir dor nas costas e febre, o que a levou a procurar atendimento médico.
Um risco significativo associado à pielonefrite é a possibilidade de a bactéria entrar na corrente sanguínea. Isso pode resultar em sepse, uma infecção generalizada que afeta múltiplos órgãos e pode ser fatal se não for rapidamente tratada.
Fatores de risco e prevenção
As mulheres são mais propensas a desenvolver pielonefrite devido à anatomia do trato urinário. A uretra feminina é mais curta do que a masculina e está localizada mais próxima do ânus, facilitando a entrada de bactérias. Além disso, existem outros fatores que aumentam o risco de infecções renais: anomalias estruturais ou obstruções no trato urinário (como cálculos renais), gravidez, diabetes mellitus, atividade sexual recente ou mudança de parceiro no último ano.
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Para evitar infecções urinárias que possam evoluir para pielonefrite, especialistas recomendam algumas práticas de higiene diária: realizar a limpeza íntima sempre da frente para trás após evacuar; lavar a região íntima com água e sabão após as relações sexuais; usar roupas íntimas de algodão e evitar peças apertadas ou sintéticas; além de evitar cosméticos íntimos que possam irritar a área.
O diagnóstico da pielonefrite envolve exames clínicos, testes de imagem e análises laboratoriais de urina, como urocultura e antibiograma. Essas avaliações ajudam a identificar o agente infeccioso e determinar o tratamento adequado. O tratamento principal consiste no uso de antibióticos; em casos mais graves, pode ser necessário administrar medicamentos por via intravenosa.