Críticos da Berlinale Denunciam “Silêncio Institucional” Sobre o Conflito Israel-Palestina
Um grupo de mais de 80 profissionais da indústria cinematográfica lançou uma carta pública na terça-feira (17), expressando sua preocupação com o que consideram um “silêncio institucional” do Festival de Cinema de Berlim, conhecido como Berlinale.
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A iniciativa surge em meio a crescente controvérsia e reações dentro do setor.
A carta, organizada pelo coletivo Film Workers for Palestine, reúne nomes como o ator Javier Bardem, a atriz Tilda Swinton, o cineasta brasileiro Fernando Meirelles, entre outros. O documento critica a ausência de posicionamento do festival em relação à situação no Oriente Médio, especialmente à ofensiva israelense.
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Reação à Declaração de Wim Wenders
A polêmica começou com a declaração do presidente do júri da Berlinale, o diretor alemão Wim Wenders, que defendeu que o cinema deveria permanecer “fora da política”. Essa posição gerou forte reação entre cineastas e artistas, que questionam o papel do festival como plataforma para debates e posicionamentos sobre questões políticas.
Cancelamento de Arundhati Roy
A escritora indiana Arundhati Roy cancelou sua participação prevista no festival, manifestando seu “chocada e enojada” com os comentários de membros do júri. A decisão de Roy intensificou o debate e a pressão sobre a Berlinale.
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Resposta da Diretoria da Berlinale
Diante das críticas, a diretora da 76ª edição da Berlinale, Tricia Tuttle, defendeu a liberdade de expressão dos artistas, afirmando que eles não devem ser obrigados a se manifestar sobre todas as questões políticas. O festival também divulgou uma nota em defesa de Wim Wenders, argumentando que suas declarações foram retiradas de contexto.
Posicionamento de Karim Aïnouz
O cineasta brasileiro Karim Aïnouz, concorrente ao Urso de Ouro com Rosebush Pruning, comentou a situação, afirmando que fazer cinema sempre foi um ato político. Aïnouz avaliou que a declaração de Wenders foi infeliz, especialmente considerando a construção de sua obra.
