Manifestantes em Belo Horizonte Cobram Reajuste Salarial e Combate à Privatização da Educação
Estudantes, educadores e representantes de sindicatos se reuniram em Belo Horizonte na segunda-feira (16) para expressar sua indignação com a greve em curso na educação pública de Minas Gerais. Os atos de protesto, realizados na região do Barreiro e na Praça Sete, visavam aumentar a pressão sobre o governo estadual e mobilizar a população em apoio às demandas da categoria.
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A greve, iniciada em 4 de março, tem como foco a reivindicação de recomposição salarial de 41,83%, acumulada desde 2019, durante a gestão do governador Romeu Zema. Além disso, a categoria busca garantir o pagamento de verbas retidas, a concessão de promoções por escolaridade e o cumprimento de determinações da Portaria nº 82 do Ministério da Educação.
Reivindicações e Dificuldades nas Negociações
A coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano, criticou a gestão do governador Romeu Zema e do vice-governador Matheus Simões, apontando para o alto reajuste salarial recebido por eles e a falta de atenção com a educação. Após reuniões com representantes do governo, o sindicato ressaltou a necessidade de intensificar as mobilizações, devido à falta de avanços nas negociações.
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O sindicato informou que cerca de 80% da categoria possui vínculo precário e que Minas Gerais lidera o ranking de precarização docente no Brasil. A entidade exige a nomeação imediata dos aprovados em concursos públicos e o cumprimento de reajustes para todos os aposentados, com ou sem paridade. A categoria também se opõe à privatização e à terceirização da educação pública.
Agenda de Mobilização e Combate à Privatização
O Comando Estadual de Greve estabeleceu um calendário de ações, incluindo uma audiência pública sobre a campanha salarial, agendada para esta terça-feira (17), e uma nova assembleia da categoria prevista para a próxima quarta-feira (18). A entidade também está mobilizada para combater as iniciativas de privatização da educação, como o leilão de 95 escolas estaduais, previsto para 25 de março, na bolsa de valores B3.
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A categoria acredita que a privatização representa um avanço da terceirização no ensino público e pode comprometer a qualidade da educação e as condições de trabalho dos profissionais. A entidade busca garantir que a educação pública continue sendo um direito acessível a todos.
Falta de Resposta do Governo
O governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação, não retornou o contato do Brasil de Fato MG para prestar esclarecimentos sobre as negociações com os trabalhadores da educação até o fechamento da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações e para que o governo apresente sua posição sobre as demandas da categoria.
