Batman do Futuro: O projeto cancelado que quase salvou a DC! 🦇 Michael Keaton e Tim Burton unidos? Roteiro de Christina Hodson era “prioridade máxima”! Descubra como a fusão Warner/Discovery e o reboot da DC Studios interromperam o sonho do Batman do Futuro
Um filme do Batman esteve próximo de ser lançado nos últimos anos, com a Warner Bros. considerando o projeto como prioridade. Havia a esperança de que a estrela Ben Affleck pudesse retornar ao universo do Homem-Morcego. Quando ele aceitou voltar como Batman em “A Liga da Justiça”, a Warner entendeu que precisava criar um grande evento apenas para o ator.
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Planos Desorganizados da DC
Na época, os planos da DC eram uma bagunça completa. O estúdio já não contava com Henry Cavill e tentava tocar o universo compartilhado sem o Superman e com um Batman que não era o de Ben Affleck. Walter Hamada, antigo chefe da DC, até tinha a esperança de adaptar “Crise nas Infinitas Terras”, mas o projeto nunca chegou perto de sair do papel.
Deslumbrados com a possibilidade de captar dinheiro com a nostalgia, os executivos da DC e Warner pediram à roteirista de “The Flash” (2023), Christina Hodson, para que ela desenvolvesse uma sequência inteiramente focada no Batman do Keaton. Desta forma, surgiu o projeto do Batman do Futuro.
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Sim, ainda teríamos Terry McGinnis, mas a abordagem de Christina foi, principalmente, construir uma história de legado dos filmes Tim Burton. A roteirista não demorou para concluir o roteiro, e o material empolgou bastante os executivos da DC e da Warner na época, que passaram a tratá-lo como “prioridade máxima”.
O entusiasmo foi tamanho que ficou decidido internamente que, assim que fosse possível, Tim Burton seria o primeiro diretor a receber a proposta para comandar a produção. Poderia ser um reencontro dos sonhos: Michael Keaton e Tim Burton juntos em um filme do Batman novamente, com Michelle Pfeiffer também podendo fazer parte, pois a Mulher-Gato era parte importante da trama.
Agora, você deve estar se perguntando: se o projeto era “prioridade máxima”, por que não deram o sinal verde imediatamente? Bem, a Warner estava em processo de fusão com a Discovery, e muitos projetos foram colocados em espera por questões logísticas desse período.
O filme do Batman do Futuro foi um deles. Quando a fusão com a Discovery foi finalizada, o roteiro de Christina ainda agradava, mas os novos executivos da Warner queriam resolver como ia ficar a DC e seu universo compartilhado antes de tomar qualquer decisão.
Quando James Gunn e Peter Safran assumiram a DC Studios e decidiram pelo reboot completo, o projeto perdeu muita força, mas ainda não tinha sido declarado morto — mesmo com o descarte de Batgirl, poderia ser um Elseworld. Quando “The Flash” (2023) fracassou, James e Peter enterraram o roteiro de Batman do Futuro para sempre.
Christina Hodson, por sua vez, seguiu trabalhando com a DC na nova gestão. Ela fez parte do cérebro criativo do DCU. Quando convidada para tocar pela primeira vez, recusou o convite e seguiu para outros projetos — talvez o cancelamento de dois dos seus últimos roteiros tenha pesado na decisão, bem como o fracasso de “The Flash”.
Bem, o tempo passou e no final do ano passado Hodson finalmente aceitou o convite de Gunn para escrever o filme do Batman do DCU, depois de vários roteiristas terem passado pelo projeto e desagradado o chefe da DC Studios. Christina Hodson divide com Ana Nogueira o histórico de ter projetos cancelados pela nova gestão da DC antes de serem recontratadas.
Ana, que escreveu um filme Supergirl para Sasha Calle, agora é peça-chave na DC Studios, assumindo não só o filme da heroína com Milly Alcock, mas também as produções de Mulher-Maravilha e Jovens Titãs.
Escrever blockbusters não é algo simples, pois um roteiro não se resume à história de um filme. Pelo visto, James Gunn enxerga agilidade nesse ramo em Ana e Christina, e as duas podem ser figuras muito importantes para o futuro do DCU. A roteirista de “The Brave and the Bold” e do filme cancelado do Batman do Futuro, vale lembrar, virou um tópico de muita atenção no mercado após conquistar executivos e críticos com o roteiro de “Bumblebee” (2018).
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.