Suspeita no STF! Ministro Barroso se declara suspeito em CPI do Banco Master. Investigação complexa no setor financeiro ganha novo capítulo. Saiba mais!
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, se declarou suspeito para relatar o processo que visa à instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. A decisão, publicada nesta quarta-feira (11 de março de 2026), motivada por “motivos de foro íntimo”, surge em um contexto de investigações complexas envolvendo o setor financeiro.
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O ministro citou o inciso 1º do artigo 145 da Constituição Federal, que trata da suspeição de juízes em casos de conflito de interesses.
Diante da situação, o caso foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para que adote as medidas cabíveis. Um novo relator será sorteado para assumir o processo, seguindo o protocolo de distribuição aleatória adotado pelo tribunal. Essa prática visa garantir a imparcialidade e a independência na condução dos processos, evitando qualquer influência externa.
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A ação foi protocolada pelo deputado federal Fábio Freitas (PSB-DF), que a considera um “ato omissivo inconstitucional” do presidente da Câmara, Ricardo Valente (Republicanos-PB). O processo foi apresentado na segunda-feira (9 de março de 2026, e o ministro Toffoli foi sorteado para relatar o caso nesta quarta-feira.
A distribuição de casos no Supremo é feita por meio de um algoritmo, com algumas exceções, como o presidente da Corte, Edson Fachin, que não participa do sorteio devido à sua atuação em mandados de segurança.
Toffoli foi relator do inquérito que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master até 12 de fevereiro deste ano. Após um relatório parcial do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, os ministros se reuniram para avaliar o caso.
Uma arguição de suspeição contra o então relator foi apresentada, mas arquivada. As ligações do antigo relator com o Master ganharam destaque a partir de contratos de venda de ativos da empresa do ministro, a Maridt Participações, para fundos de investimento ligados ao banco controlado por Daniel Vorcaro.
Em um dia similar, o ministro Toffoli negou ter recebido valores de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel. Ele explicou que a Maridt é uma empresa familiar de capital fechado, onde ele integrava o quadro societário e recebia dividendos.
A empresa detinha cotas do Grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025, quando a participação foi vendida ao Fundo Arlen, onde Zettel também tinha participação. Posteriormente, a empresa liquidou sua posição com a venda para a PHD Holding.
O ministro Toffoli voltará a se manifestar no caso Master a partir de 13 de março, quando a ordem de prisão preventiva de Vorcaro será analisada pelo STF. O ministro André Mendonça, que autorizou a prisão, remeteu a decisão para referendo do colegiado.
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Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.