Barcelona distribui pulseiras de monitoramento de temperatura para trabalhadores ao ar livre devido

A iniciativa busca proteger a saúde dos trabalhadores em meio a uma grave crise climática, com temperaturas em Barcelona superando recordes históricos.

02/07/2026 20:11

2 min

Trabalhador usa pulseira de monitoramento de temperatura em Barcelona, Espanha, em 1º de julho de 2026
Trabalhador usa pulseira de monitoramento de temperatura em Barc...

Com o aumento das temperaturas e os efeitos devastadores das ondas de calor, a cidade de Barcelona começou a distribuir pulseiras de monitoramento de temperatura para seus trabalhadores que atuam ao ar livre. A iniciativa visa alertar sobre riscos à saúde, especialmente em um cenário onde mais de mil mortes foram registradas em junho devido ao calor excessivo na Espanha.

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A cidade forneceu cerca de 1.400 pulseiras a profissionais como garis, equipes de iluminação, funcionários de parques e gestão de resíduos. O dispositivo mede a temperatura corporal e emite um alerta sonoro e vibratório caso o trabalhador esteja em risco, obrigando – o a interromper suas atividades.

Impacto das ondas de calor

A Espanha enfrenta uma grave crise climática, com picos de temperatura que já resultaram na morte de diversos trabalhadores nas últimas temporadas. Em junho deste ano, o país registrou 1.029 mortes em excesso atribuídas ao calor, conforme dados divulgados na quarta – feira (1º.

Uma onda de calor que durou cinco dias fez com que junho se tornasse o segundo mês mais quente já documentado.

As temperaturas médias ficaram 3,2 graus acima do normal, segundo a agência meteorológica AEMET. O dia 23 de junho foi particularmente crítico, com 35,7 milhões de pessoas — aproximadamente 73% da população espanhola — expostas a riscos significativos à saúde devido às altas temperaturas.

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Um estudo revelou que 38% dessas pessoas enfrentaram um risco elevado durante esse período. Desde 1975, ocorreram doze ondas de calor no mês de junho, sendo metade delas apenas na última década. Os treze meses de junho mais quentes desde o início dos registros em 1961 ocorreram todos no século 21, evidenciando a frequência crescente dessas ocorrências.

Quebra de recordes e previsões futuras

Entre 1º e 30 de junho, foram quebrados 165 recordes de temperatura máxima, sendo 145 deles mensais e 20 históricos. Além disso, houve a marcação de 225 recordes para temperatura mínima mais alta, com 180 desses sendo mensais e 45 históricos. Essas estatísticas ressaltam a gravidade da situação climática atual.

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A AEMET destacou que a primeira onda de calor do verão deste ano foi excepcional não só pela intensidade mas também pela duração e persistência. Com uma nova onda prevista para chegar no fim de semana, as autoridades continuam a buscar maneiras eficazes para proteger os trabalhadores expostos aos extremos climáticos.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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