Banqueiros de Wall Street Rompem Silêncio e Reagem às Propostas Controversas de Trump

Banqueiros de Wall Street reagem a propostas polêmicas de Trump, que afetam lucros e geram críticas inesperadas. Descubra os desdobramentos dessa tensão!

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(Imagem de reprodução da internet).

Banqueiros de Wall Street Reagem a Propostas de Trump

Os principais banqueiros de Wall Street, durante a era Trump 2, têm adotado uma postura cautelosa em relação a questões políticas e ao próprio presidente Donald Trump. O consenso entre eles tem sido: mantenha-se discreto e evite se tornar um alvo.

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No entanto, a situação mudou quando uma proposta de “acessibilidade” de Trump, apresentada no início deste mês, afetou diretamente os lucros dos bancos. Executivos de Wall Street se manifestaram publicamente contra Trump.

Na quinta-feira, 22, Trump alegou que o banco encerrou suas contas de maneira inadequada após a invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021, exigindo US$ 5 bilhões em indenização. Essa ação judicial já estava sendo planejada há meses.

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Coincidentemente, o anúncio ocorreu um dia após Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, criticar a proposta de Trump de reduzir pela metade as taxas de juros dos cartões de crédito, chamando-a de “um desastre econômico” durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

A Reação do Mundo Corporativo

A Casa Branca redirecionou as perguntas sobre o caso ao advogado externo de Trump, Alejandro Brito, que não respondeu imediatamente. A crítica de Dimon quebrou um acordo não oficial entre líderes empresariais de evitar confrontos com Trump, mesmo quando suas políticas impactam diretamente os resultados financeiros.

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Quando Trump impôs tarifas globais que ameaçavam os lucros corporativos, os executivos permaneceram em silêncio.

O mesmo ocorreu quando Trump atacou o Federal Reserve, cuja independência é crucial para um ambiente de negócios estável. Mesmo diante de interferências em empresas privadas, como a Intel, os executivos não se manifestaram. Desde o início do segundo mandato de Trump, ele e sua administração têm investigado e processado diversos adversários, incluindo veículos de mídia como CBS e New York Times.

Preocupações com a Administração Trump

O mundo corporativo americano tem motivos para estar apreensivo. Trump ameaçou a Apple com tarifas massivas e, segundo fontes, grupos comerciais estavam elaborando planos de reação, mas acabaram sendo engavetados por medo da retaliação da Casa Branca.

Jeffrey Sonnenfeld, do Yale Chief Executive Leadership Institute, destacou que 80% dos CEOs acreditam que Trump não age no melhor interesse dos EUA ao pressionar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, a reduzir as taxas de juros.

Em 9 de janeiro, Trump afirmou que o público não seria mais “explorado” pelas empresas de cartão de crédito, que cobram taxas médias de 20%. Embora um limite de taxa precise ser aprovado pelo Congresso, a declaração gerou reações críticas de executivos.

Jane Fraser, CEO do Citigroup, e Brian Moynihan, do Bank of America, expressaram suas preocupações sobre as consequências de tal limite.

Conflito Pessoal entre Trump e Dimon

A relação entre Trump e Dimon tem sido conturbada ao longo dos anos. Em 2018, Dimon afirmou que poderia vencer Trump em uma disputa presidencial, mas rapidamente recuou. Recentemente, durante uma teleconferência, Dimon discordou do plano de Trump para taxas de cartão de crédito e criticou a investigação criminal contra Powell, o que levou Trump a atacá-lo publicamente.

Trump insinuou que Dimon poderia estar interessado em taxas mais altas para lucrar mais. Dois dias depois, Trump anunciou que processaria o JPMorgan Chase por descredenciamento inadequado após o protesto de 6 de janeiro. A tensão entre os dois continua a crescer, refletindo a complexidade das relações entre o setor financeiro e a política atual.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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