Bancos centrais do G7 se unem para combater a inflação em meio à crise no Irã. Descubra como isso pode impactar sua economia e os preços!
Nesta quinta-feira (19), os bancos centrais manifestaram sua disposição para enfrentar um possível aumento da inflação por meio de uma política monetária mais rigorosa. A recente intensificação do conflito no Irã colocou em risco a infraestrutura energética do Oriente Médio, resultando em um aumento nos preços dos combustíveis.
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Em uma rara coincidência, os bancos centrais dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Canadá e da zona do euro, que compõem o G7, se reuniram esta semana, assim como os de diversas economias emergentes.
Após críticas sobre a lentidão em agir contra a inflação que disparou após a pandemia de Covid-19, exacerbada pela invasão russa na Ucrânia em 2022, as autoridades estão determinadas a controlar os preços sem prejudicar o crescimento econômico, que ainda se mostra frágil.
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O objetivo é evitar a combinação de recessão e aumento de preços, conhecida como “estagflação”. O Federal Reserve e o Banco do Canadá decidiram manter as taxas de juros na quarta-feira, assim como o Banco do Japão, o Banco da Inglaterra, o Banco Central Europeu, além dos bancos centrais da Suíça e da Suécia nesta quinta-feira.
Os bancos centrais expressaram preocupação de que o aumento nos preços da energia possa desencadear uma onda inflacionária em toda a economia, especialmente se isso levar a demandas salariais mais altas por parte das famílias, que temem perder poder de compra.
Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra, comentou que “a política monetária não pode reverter o choque no fornecimento de energia”, mas deve responder ao risco de um impacto mais duradouro sobre a inflação no Reino Unido.
Após a decisão, os operadores passaram a prever dois aumentos de 25 pontos-base nas taxas de juros até o final do ano, em comparação com apenas um aumento previsto anteriormente. O Banco Central Europeu (BCE) revisou para cima sua previsão de inflação para a zona do euro em 2026, agora estimada em 2,6%, acima da meta de 2%.
No entanto, o BCE ressaltou que o impacto a longo prazo ainda é incerto.
Os ataques iranianos, que se intensificaram nos últimos dias, causaram danos significativos à maior usina de gás do mundo, localizada no Catar, além de afetar outras infraestruturas no Golfo Pérsico em resposta aos ataques israelenses. Esses eventos aumentam a probabilidade de que a economia global enfrente consequências de longo prazo no fornecimento de energia.
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, destacou que, embora os preços mais altos da energia aumentem a inflação geral, ainda é cedo para avaliar a extensão e a duração dos possíveis efeitos sobre a economia.
A relutância de Powell em afirmar que os riscos de um enfraquecimento do mercado de trabalho são mais preocupantes do que a inflação ajudou a elevar as expectativas do mercado sobre cortes nas taxas de juros para 2027, além de aumentar as chances de um aumento na próxima reunião para 12%.
Em Tóquio, Kazuo Ueda, presidente do Banco do Japão, afirmou que não descarta um aumento das taxas de juros no curto prazo, caso o impacto do aumento dos custos do petróleo seja temporário.
O presidente do Banco do Canadá, Tiff Macklem, fez uma declaração semelhante, afirmando que, se os preços da energia se mantiverem elevados, o banco não permitirá que seus efeitos se tornem uma inflação persistente. Nesta semana, o banco central da Austrália elevou as taxas de juros para o nível mais alto em dez meses, alertando sobre um risco significativo de inflação devido ao aumento do preço do petróleo.
O Banco Central do Brasil, que já possui uma das taxas mais altas entre as principais economias, optou por um corte cauteloso de 25 pontos-base na Selic, reduzindo-a para 14,75%.
Na quinta-feira, tanto o Banco Nacional da Suíça quanto o Riksbank da Suécia decidiram manter as taxas de juros, refletindo a incerteza sobre como o conflito no Oriente Médio impactará suas economias.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.