Bancos brasileiros iniciam a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, com foco nas previsões para 2026. O que esperar de cada instituição?
Os bancos brasileiros dão início à divulgação dos resultados do último trimestre de 2025 nesta quarta-feira (4). O foco principal estará nas previsões para 2026. O Santander apresentará seus resultados antes da abertura do mercado, enquanto o Itaú Unibanco fará o mesmo após o fechamento.
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Na quinta-feira, o Bradesco divulgará seu balanço após o fechamento do mercado.
Na semana seguinte, no dia 9, o BTG Pactual mostrará seu desempenho antes da abertura do mercado, e o Banco do Brasil encerrará a divulgação dos resultados dos bancos listados no Ibovespa no dia 11, ao final do dia. O Inter apresentará seus números no dia 10, e o Nubank fará o mesmo no dia 25 de fevereiro.
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A XP projeta que os bancos apresentarão uma combinação de resiliência e pressões contínuas em seus balanços. Entre os bancos tradicionais, o Bradesco deve se destacar, com uma recuperação gradual, forte impulso comercial e controle do risco de crédito, além de um desempenho saudável no setor de seguros.
Por outro lado, o Banco do Brasil deve enfrentar mais um trimestre desafiador, com uma desaceleração nos empréstimos corporativos e para o agronegócio. Malek Zein, da Suno Research, também acredita que o Banco do Brasil será o destaque negativo, mas isso já era esperado pelo mercado.
A expectativa da Suno é que a inadimplência no setor aumente durante a temporada de balanços. Nos últimos trimestres, já foi observado um crescimento na inadimplência, exceto no Itaú. Os analistas do Safra destacam que o consumo das famílias tem perdido força, e os empréstimos consignados devem ser um motor importante para o crescimento do crédito ao consumidor.
Daniel Vaz e sua equipe notaram que, até agora, os números sobre inadimplência e custo do risco, excluindo o Banco do Brasil, têm se comportado bem. No entanto, a qualidade dos ativos é uma preocupação para 2026. O ciclo de crédito mostrou resiliência em 2025, mas a pesquisa da Febraban indica um crescimento de cerca de 8% para 2026.
Os analistas do UBS BB esperam boas tendências operacionais para a maioria dos bancos no final de 2025. Itaú e Bradesco devem divulgar suas orientações para o ano durante a temporada de balanços, o que será tão relevante quanto os próprios resultados.
Os analistas do JPMorgan, liderados por Yuri Fernandes, afirmam que o foco estará no guidance para 2026, incluindo crescimento da carteira de crédito e qualidade dos ativos. Apesar de uma mensagem positiva para o quarto trimestre de 2025, a qualidade dos ativos continua sendo uma preocupação, especialmente devido ao endividamento elevado das famílias.
As estimativas compiladas pela LSEG indicam um lucro líquido recorrente no quarto trimestre de R$ 12,263 bilhões para o Itaú, R$ 6,464 bilhões para o Bradesco, R$ 4,545 bilhões para o Banco do Brasil, R$ 4,033 bilhões para o Santander Brasil, R$ 4,564 bilhões para o BTG Pactual e US$ 966,35 milhões para o Nubank.
Para o Inter&Co, as previsões apontam R$ 386,58 milhões.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.