Banco Central Liquida Banco Pleno S.A.: Impacto para Correntistas e Investidores
O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., antiga instituição que também operava sob o nome Voiter. A medida, que surpreendeu o mercado financeiro, impacta diretamente clientes e investidores. Mais um banco entra em falência, o que pode alterar significativamente a vida dos correntistas.
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O que aconteceu com o Banco Pleno? Na manhã de quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, controlado pelo empresário Augusto Ferreira Lima – ex-sócio do extinto. A decisão se deve ao comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, à deterioração da liquidez e ao descumprimento de normas regulatórias. Isso significa que o banco deixa de operar oficialmente, com suas atividades interrompidas e um liquidante supervisionando a organização dos ativos e o pagamento aos credores, seguindo a legislação bancária.
Impacto para Correntistas e Investidores
Para pessoas físicas que mantinham contas, investimentos ou CDBs no Banco Pleno, a liquidação representa uma mudança drástica. O banco não opera mais normalmente e não aceita novas transações. Os contratos e obrigações passam a ser gerenciados no regime de liquidação, sob monitoramento do Banco Central.
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Muitos correntistas podem buscar recuperação de valores através do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege depósitos e aplicações de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. É importante ressaltar que valores acima desse limite podem ficar expostos a perdas ou dependem do andamento da liquidação e da venda de ativos do banco.
Mudanças no Sistema Financeiro
Embora o Pleno fosse considerado um banco de pequeno porte – representando cerca de 0,04% dos ativos e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN) – a ocorrência alimenta debate sobre risco, solvência e supervisão no setor financeiro brasileiro.
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Especialistas alertam que eventos como este reforçam a importância de: Diversificar investimentos, evitando concentração em uma única instituição; Compreender os limites de proteção do FGC; Avaliar o histórico e a saúde financeira de bancos antes de aplicar dinheiro.
Dicas para Correntistas Afetados
Se você tinha dinheiro, investimentos, CDBs ou outros produtos do Banco Pleno, fique atento às comunicações oficiais do Banco Central e do próprio Banco Pleno sobre a liquidação. Separe documentos e extratos bancários que comprovem seus saldos e aplicações.
Entenda os prazos que costumam começar algumas semanas após o decreto de liquidação. Procure orientação de seu banco de relacionamento ou de um consultor financeiro para saber como proteger seu patrimônio em outros bancos.
Formada em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) desde 2018. Já atuou em jornal impresso. Trabalha com apuração de hard news desde 2019, cobrindo o universo econômico em escala nacional. Especialista na produção de matérias sobre direitos e benefícios sociais. Suas redes sociais são: @liilacunhaa, e-mail: lilacunha.fdr@gmail.com
