Liquidação Extrajudicial do Banco Pleno e Pleno Distribuidora: Investigações Sobre o Banco Master e Operação Compliance Zero
O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, juntamente com sua subsidiária, a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários. A medida, que engloba o conglomerado prudencial Pleno, foi justificada por problemas de liquidez e descumprimento das normas regulatórias.
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Segundo o BC, o grupo Pleno possui uma participação modesta no Sistema Financeiro Nacional, representando apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações, sendo o Banco Pleno a instituição líder do conglomerado, classificado no segmento S4 da regulação prudencial.
A decisão ocorre em um contexto de investigações em curso envolvendo o Banco Master, anteriormente conhecido como Banco Voiter. Este banco, que integrava o conglomerado financeiro do Banco Master, também foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura a concessão de créditos falsos.
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A investigação, que pode chegar a R$ 17 bilhões em fraudes, envolveu a tentativa de compra do Banco Master por um banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. A situação complexa e as irregularidades levantadas levaram o Banco Central a tomar a medida de liquidação extrajudicial do Banco Pleno.
O Banco Pleno é liderado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do , que também está envolvido nas investigações da Operação Compliance Zero. O Banco Central esclareceu que a liquidação extrajudicial foi motivada pela deterioração da situação econômica-financeira do Banco Pleno, incluindo a falta de liquidez e o descumprimento das normas.
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A autoridade monetária informou que poderá tomar outras medidas para apurar as responsabilidades e, caso as suspeitas de irregularidades sejam confirmadas, poderá aplicar sanções administrativas, incluindo a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado.
A liquidação extrajudicial do Banco Pleno representa um marco na investigação da Operação Compliance Zero e destaca a importância da supervisão do Banco Central no Sistema Financeiro Nacional. A situação demonstra os riscos associados a conglomerados financeiros complexos e a necessidade de rigor na aplicação das normas regulatórias.
