Banco Master: Fraude bilionária exposta! Especialistas culpam Vorcaro e falhas sistêmicas. Saiba mais!
O presidente da Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (Abai), 39 anos, ressalta que a liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro de 2025, foi resultado de uma demora na identificação dos problemas da instituição, liderada por Daniel Vorcaro.
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Ele destaca que já havia expressado preocupações sobre a saúde financeira do Banco Master um ano antes da decisão da autoridade monetária. “As informações sobre a situação do Master não surgiram de repente, elas vinham sendo levantadas em gestões anteriores”, declara ao Poder360.
Ramiro, especialista no assunto, descreve o caso como “a maior fraude do sistema bancário brasileiro”, enfatizando que diversos atores falharam. Ele argumenta que a culpa é compartilhada entre o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários, distribuidoras de investimentos, plataformas e investidores. “Entendo que houve falhas em todos os níveis, e é fundamental que sejam corrigidas”, afirma.
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Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o Banco Master estava cumprindo os compromissos assumidos com o Banco Central, implementando medidas de governança e capital, ajustes operacionais, venda de ativos e buscando soluções de mercado.
A negociação com o Banco de Brasília (BRB) foi uma dessas iniciativas. A defesa ressalta que, até a liquidação, o banco permanecia solvente, com ativos superiores aos passivos, conforme demonstrado por auditorias e monitoramento do Banco Central.
Daniel Vorcaro continua colaborando com as autoridades competentes, confiando que a apuração completa esclarecerá o contexto das decisões.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assume a responsabilidade por cobrir aproximadamente R$ 47 bilhões a clientes do Master e do Will Bank, braço digital do banco fundado por Daniel Vorcaro, após a liquidação extrajudicial. Essa cobertura é garantida pelo mecanismo que assegura o reembolso de até R$ 250 mil a cada credor.
Há expectativas de mudanças no FGC, com aportes das instituições financeiras associadas, visando proteger investidores e evitar crises sistêmicas.
O Banco Master era conhecido por oferecer CDBs com taxas de retorno de até 140% do CDI, o que atraiu muitos investidores. Ramiro aponta que bancos menores, ao emitirem CDBs com taxas acima do padrão, precisarão de depósitos maiores para justificar a captação.
Além disso, a Abai solicitou ao Banco Central mais transparência na atuação dos assessores de investimento em setembro de 2024, e novamente em novembro de 2025, sem obter resposta. A associação defende que a transparência deve abranger não apenas a indústria de fundos e valores mobiliários, mas também produtos bancários como LCI, LCA, CDBs e a Poupança.
O caso do Banco Master expôs falhas na supervisão e na gestão de riscos, além da necessidade de maior transparência no mercado financeiro. A complexidade do caso envolveu diversos atores, desde o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários até as distribuidoras de investimentos e os próprios investidores.
A liquidação extrajudicial, embora tenha evitado maiores perdas, evidenciou a importância de uma vigilância mais rigorosa e de uma comunicação mais clara entre as instituições financeiras e seus clientes.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.