Banco do Japão Reafirma Expectativas de Alta na Inflação e Mantém Juros em 0,75%

Banco do Japão reafirma otimismo sobre inflação e mantém taxa de juros em 0,75%. Kazuo Ueda destaca riscos da desvalorização do iene. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Banco do Japão Mantém Perspectivas de Alta para Inflação

Nesta sexta-feira (23), o Banco do Japão reafirmou suas previsões otimistas em relação à inflação e destacou a atenção aos riscos de preços associados à desvalorização do iene. As autoridades do banco central indicaram que continuarão a aumentar as taxas de juros, que permanecem em níveis baixos, em um cenário político delicado.

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Durante uma coletiva de imprensa após a decisão de manter a taxa de juros, o presidente Kazuo Ueda mencionou que o aumento contínuo dos salários está incentivando mais empresas a repassar os custos de mão de obra. Embora tenha dado poucas indicações sobre o momento da próxima elevação das taxas, Ueda ressaltou a importância de decisões rápidas, utilizando dados mais ágeis, como pesquisas corporativas.

Decisão de Manter Taxa de Juros

Na reunião de dois dias que se encerrou nesta sexta-feira, o Banco do Japão decidiu manter a taxa básica de juros em 0,75%, uma decisão amplamente antecipada, após um aumento para 0,5% em dezembro. Hajime Takata, membro da diretoria, sugeriu um novo aumento, mas não obteve apoio, evidenciando o viés hawkish do banco central.

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O relatório trimestral de perspectivas do Banco do Japão apresentou uma visão mais otimista da economia, afirmando que um ciclo positivo de receitas e despesas será “gradualmente fortalecido”. O banco elevou suas previsões de crescimento para os anos fiscais de 2025 e 2026, mantendo a expectativa de uma recuperação econômica moderada.

Revisão das Previsões de Inflação

Além disso, o Banco do Japão ajustou para cima sua previsão de inflação ao consumidor para o ano fiscal de 2026, passando de 1,8% para 1,9%. O banco também observou que os riscos para as perspectivas econômicas e de preços estão praticamente equilibrados.

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Em relação aos efeitos inflacionários da desvalorização do iene, o banco central alertou que as flutuações da moeda podem levar as empresas a repassar os custos de importação, elevando os preços ao consumidor. Ueda afirmou: “Continuaremos a aumentar a taxa de juros se nossas previsões econômicas e de preços se concretizarem, e a trajetória e ritmo de aumento dependerão da evolução econômica e financeira”.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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