Banco de Brasília recebe aporte de R$ 1 bilhão e mira nova fase financeira

O Banco de Brasília recebeu nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, um aporte de R$ 1 bilhão proveniente da primeira parcela de um acordo com a Quadra Capital, uma empresa especializada em soluções financeiras e gestão de crédito. A informação foi divulgada pela governadora do Distrito Federal, Celina (PP), em entrevista ao portal Metrópoles.
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O valor representa a venda de ativos considerados saudáveis do Banco Master, buscando solucionar problemas de liquidez.
Segundo Celina, o depósito da Quadra Capital foi crucial para equilibrar a situação financeira do BRB, que enfrentava dificuldades após a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master. O governo agora prioriza o reforço do capital da instituição, buscando garantir sua estabilidade.
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A governadora destacou que o problema de liquidez do Banco de Brasília foi, em grande parte, resolvido com essa transação inicial.
Memorando e Expectativas de Investimento
Um memorando de referência de R$ 15 bilhões, estabelecido com a Quadra Capital para a estruturação de um fundo de investimento, já havia sido aprovado pelo Conselho de Administração do BRB. A expectativa é de que o banco receba entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões até o final de maio, conforme declarado pela governadora.
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Essa estratégia visa complementar o capital e fortalecer as operações do banco.
O Banco Central havia solicitado uma provisão para cobrir perdas potenciais decorrentes de operações fraudulentas identificadas no Banco Master. Durante a negociação da compra do banco em 2025, a autoridade monetária detectou créditos considerados “podres”.
A governadora informou que 70% do plano de ação apresentado ao Banco Central já foram implementados.
Reforço de Capital e Aumento do Capital Social
Além de solucionar a questão da liquidez, o governo do Distrito Federal busca fortalecer a capitalização do BRB. A estratégia envolve um empréstimo com um consórcio de bancos e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), com o objetivo de obter aprovação do governo federal para agilizar o processo.
Celina enfatizou que não teve envolvimento nas decisões que levaram à crise com o Banco Master e que não mantinha contato direto com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique.
Em abril, o BRB aprovou uma proposta de aumento do capital social da estatal, com um valor mínimo de R$ 8,8 bilhões. Essa medida, esperada pelo Banco Central, elevará o capital social do banco, que atualmente é de R$ 2,344 bilhões. O capital poderá subir para um mínimo de R$ 2,880 bilhões e um máximo de R$ 11,161 bilhões.
A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



