Banco da Amazônia registra lucro de R$ 1,11 bilhão em 2025, mas enfrenta desafios financeiros

Resultados do Banco da Amazônia em 2025
O Banco da Amazônia (Basa) finalizou o ano de 2025 com um lucro líquido de R$ 1,11 bilhão, o que representa uma queda de 2,4% em comparação ao ano anterior. A administração do banco atribui esse resultado a um cenário financeiro mais restritivo e a uma pressão crescente sobre a inadimplência.
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Apesar desse desafio, a instituição conseguiu manter uma expansão significativa em sua carteira de crédito.
A inadimplência superior a 90 dias aumentou para 4,67% ao término de 2025, em comparação a 2,15% no ano anterior. Esse aumento reflete as dificuldades do ambiente macroeconômico, especialmente para o setor agropecuário. A instituição ressaltou que “a oscilação do índice reflete o contexto macroeconômico mais restritivo observado no período”, conforme mencionado no release de resultados.
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Desempenho da Carteira de Crédito
A carteira de crédito totalizou R$ 66,8 bilhões, apresentando um crescimento de 20,4% em 12 meses, impulsionada pela ampliação das operações e pela diversificação das fontes de funding. O patrimônio líquido do banco alcançou R$ 7,2 bilhões, com um aumento de 9,7%.
O retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) foi de 16,2%, representando uma queda de 2,09 pontos percentuais.
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No aspecto operacional, as contratações de crédito somaram R$ 23,8 bilhões ao longo do ano, um crescimento de 31%, evidenciando a forte demanda por financiamentos na região. No segmento de crédito de fomento, foram contratados R$ 20,2 bilhões, com um aumento de 30%.
As receitas também acompanharam esse crescimento, com a instituição reportando um aumento de 22,3% nas receitas totais, impulsionado pela expansão de 31% nas operações de crédito e pelo crescimento das receitas de tesouraria e serviços.
Índices de Solvência e Eficiência
O índice de Basileia encerrou o ano em 13,28%, em comparação a 13,72% no ano anterior. Em termos de eficiência, o índice operacional ficou em 35,6%, abaixo da média do sistema financeiro, mesmo com um aumento de 37,5% nas despesas administrativas, que totalizaram R$ 1,7 bilhão.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



