Banco Central Liquida Gestora de Fundos Reag
Nesta quinta-feira (15), o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da gestora de fundos Reag. O empresário João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da empresa, ocupou o cargo de presidente do conselho de administração até outubro de 2025.
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Sua saída ocorreu após a empresa ser implicada em um esquema no setor de combustíveis que envolve membros do PCC.
Mansur também foi alvo da operação Carbono Oculto em 2025, quando as autoridades cumpriram ordens judiciais de busca em seu escritório na Faria Lima e em sua residência. Além de sua atuação empresarial, ele é conselheiro do Palmeiras e co-fundador da Revee, uma companhia voltada para eventos, da qual presidiu o conselho no ano passado.
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Histórico e Investigações
João Carlos Mansur é ainda o fundador da Ciabrasf (Companhia Brasileira de Serviços Financeiros), onde presidiu o conselho entre março e setembro de 2025. Recentemente, ele se tornou membro de um grupo que combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional.
As investigações sobre a Reag revelaram que os fundos administrados pela Reag Trust estavam envolvidos em operações fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024. O Banco Central informou ao TCU (Tribunal de Contas da União) que essas operações estavam em desacordo com as normas do Sistema Financeiro Nacional, apresentando falhas graves em gestão de risco, crédito e liquidez.
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Medidas do Banco Central
A Reag também foi investigada por suspeitas de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, conforme apurado na operação Carbono Oculto, que investiga a conexão entre o setor de combustíveis, o PCC e instituições financeiras. O Banco Central declarou que tomará todas as medidas necessárias para apurar as responsabilidades legais relacionadas à Reag Trust.
O comunicado do Banco Central destacou que os bens dos controladores e ex-administradores da instituição ficam indisponíveis, e que as apurações podem resultar em sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes.
Operação Carbono Oculto
A Reag Investimentos e o Banco Master foram alvos da Operação Carbono Oculto, que visa desmantelar fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Em setembro de 2025, a Reag informou que o fundo Hans 95 havia negociado CDBs (Certificado de Depósito Bancário) do Banco Master.
Na ocasião, o Banco Master afirmou que a Reag atuava como prestadora de serviços, focando na gestão e administração de fundos, assim como outras gestoras que prestavam serviços ao banco. A instituição ressaltou que não tinha participação na gestão ou nas decisões internas da Reag, que é uma das maiores do Brasil.
