Banco Central da China intensifica compras de ouro pelo 14º mês, elevando reservas a 74,15 milhões de onças e US$ 319,45 bilhões em dezembro.
O Banco Central da China ampliou suas aquisições de ouro pelo 14º mês consecutivo em dezembro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco do Povo da China. As reservas de ouro do país subiram para 74,15 milhões de onças troy finas no final de dezembro, em comparação com 74,12 milhões no mês anterior.
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O valor total das reservas de ouro da China também cresceu, alcançando US$ 319,45 bilhões no final de dezembro, um aumento em relação aos US$ 310,65 bilhões registrados no mês anterior, segundo informações do banco central.
Tradicionalmente considerado um ativo seguro em tempos de incerteza política ou econômica, o ouro teve um aumento de mais de 46% no ano passado, marcando seu maior crescimento anual desde 1979. Esse aumento foi impulsionado por cortes nas taxas de juros do Federal Reserve, tensões geopolíticas e uma forte demanda por parte dos bancos centrais ao redor do mundo.
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Atualmente, o ouro à vista está sendo negociado a aproximadamente US$ 4.465 por onça, após ter atingido um pico histórico de US$ 4.549,71 na última segunda-feira. Os investidores estão avaliando a possível trajetória de cortes de juros do Fed em 2026 e as consequências da captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
O Banco do Povo da China havia interrompido uma sequência de 18 meses de compras de ouro em maio de 2024, mas retomou as aquisições seis meses depois.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.