Banco Central aponta déficit cambial de US$ 1,46 bilhão e reservas crescem em 2026

Banco Central aponta déficit de US$ 1,46 bilhão no fluxo cambial em maio de 2026. Saída financeira preocupa! Saiba mais.

27/05/2026 10:07

2 min

Banco Central aponta déficit cambial de US$ 1,46 bilhão e reservas crescem em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Fluxo Cambial Apresenta Déficit de US$ 1,46 Bilhão em Maio de 2026

O Banco Central divulgou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, dados sobre o fluxo cambial do país até o dia 21 do mês. O resultado apontou para um déficit de US$ 1,462 bilhão. Essas informações foram apresentadas no relatório mensal do setor externo, disponível em formato PDF (400 kB).

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O indicador é crucial para entender a dinâmica da entrada e saída de dólares no Brasil, influenciando diretamente o comportamento do câmbio e a liquidez do mercado financeiro.

A principal causa desse déficit foi a forte saída líquida no segmento financeiro, que registrou um volume de US$ 6,811 bilhões. Paralelamente, o saldo comercial do país apresentou um resultado positivo, com US$ 5,3 bilhões em operações. No entanto, essa positivação não foi suficiente para neutralizar o impacto das retiradas de recursos da conta financeira.

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Dados de Exportações, Importações e Operações Financeiras

As exportações contratadas alcançaram US$ 19 bilhões no período, enquanto as importações somaram US$ 13,7 bilhões. No âmbito financeiro, as compras de moeda estrangeira totalizaram US$ 37,6 bilhões, contrastando com as vendas que atingiram US$ 44,4 bilhões.

A posição de câmbio no mercado à vista ficou vendida em US$ 28,9 bilhões até 21 de maio.

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Reservas Internacionais Aumentam em Abril

O Banco Central também comunicou que as reservas internacionais do Brasil atingiram US$ 366,9 bilhões em abril de 2026, um aumento de US$ 4,9 bilhões em relação ao mês anterior. Essa elevação foi impulsionada principalmente pelo retorno líquido em operações de linha com recompra, que adicionaram US$ 2 bilhões às reservas.

Variações cambiais, com a valorização de outras moedas frente ao dólar (US$ 1,7 bilhão), e receitas de juros sobre ativos internacionais (US$ 0,8 bilhão) também contribuíram para o aumento.

As reservas internacionais desempenham um papel fundamental na proteção da economia brasileira contra choques externos e flutuações no mercado de câmbio, atuando como um amortecedor em momentos de saída de capital estrangeiro e pressão sobre o dólar.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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