O crédito no Brasil apresentou um crescimento de 0,9% em outubro, em comparação com o mês anterior. O valor total atingiu R$ 6,91 trilhões, conforme divulgado pelo Banco Central em seu relatório “Estatísticas Monetárias e de Crédito” nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025.
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O documento completo está disponível em formato PDF (326 kB). O dado representa um avanço significativo no mercado de crédito nacional.
Análise dos Diferentes Tipos de Crédito
O Banco Central categoriza o crédito em dois grupos principais: recursos livres, originados após negociações no mercado, e recursos direcionados, que incluem subsídios governamentais – tanto em nível federal, estadual ou municipal, quanto de empresas estatais – visando reduzir as taxas de juros para os tomadores. O volume de crédito com recursos livres subiu 0,7% em outubro, atingindo R$ 3,96 trilhões, com um aumento de 5,2% no acumulado do ano e 8,8% em 12 meses.
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Já o crédito com recursos direcionados avançou 1,1% no mês, alcançando R$ 2,95 trilhões. Esse tipo de crédito registrou um aumento de 9,5% no ano e 12,2% em 12 meses. A análise detalhada desses dois grupos oferece uma visão clara das tendências do mercado de crédito.
Impacto nas Taxas de Juros
A taxa média de juros no Brasil foi de 31,9% ao ano em outubro, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, a alta foi de 3,4 pontos percentuais, e em 12 meses, de 4,0 pontos percentuais. É importante notar que as taxas de juros são mais elevadas para as pessoas físicas, atingindo 36,6% em outubro.
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Para as empresas, a taxa média de juros, considerando apenas as operações com recursos livres, subiu para 46,3% em outubro, com aumentos de 0,8% no mês, 5,6% no ano e 6,1% em 12 meses. As taxas para empresas com recursos direcionados foram de 21,7%.
Variações nas Modalidades de Crédito
A análise das taxas de juros por modalidade de crédito revela diferenças significativas. O rotativo do cartão de crédito apresentou uma taxa de 439,8% ao ano (-3,9 p.p.); o cheque especial, 139,3% (-1,4 p.p.); o crédito pessoal não consignado, 101,4% (0,3 p.p.); o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, 59,0% (0,6 p.p.); o crédito consignado para funcionários públicos, 24,7% (0,3 p.p.); e o crédito consignado para beneficiários de aposentadorias e pensões, 23,8% (-0,2 p.p.).
