Uma unidade da Amazon Web Services (AWS) localizada no Bahrein sofreu um ataque nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, conforme reportado pelo Financial Times. O incidente, que resultou em um incêndio em uma instalação empresarial, foi oficialmente classificado pelo Ministério do Interior do Bahrein como “agressão iraniana”.
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Equipes da defesa civil foram rapidamente mobilizadas para conter as chamas e avaliar os danos à infraestrutura de dados.
A operação de computação em nuvem da AWS no país foi significativamente afetada, com relatos de danos a servidores e à própria infraestrutura. A situação reacende preocupações sobre a segurança cibernética em regiões tensionadas, especialmente considerando que instalações da AWS na região já haviam sido alvo de ataques anteriores, conforme apontado pelo Financial Times.
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A empresa ainda não emitiu um comunicado oficial sobre o ocorrido.
O ataque à AWS ocorreu apenas um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ter divulgado uma lista de 18 empresas norte-americanas que operam no Oriente Médio, consideradas alvos potenciais de ofensivas. A lista, divulgada na terça-feira, 31 de março, não incluía a Amazon, mas levantou o temor de uma escalada no conflito.
Os militares iranianos estabeleceram um raio de evacuação de 1 km ao redor dos alvos, com o objetivo de bombardear as instalações a partir das 20h (horário de Teerã), equivalente a 13h30 em Brasília.
Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos alegaram que alertas anteriores relacionados às operações das empresas alvo foram ignorados e que cidadãos do país haviam perdido a vida em ataques que classificam como “terroristas”.
Eles afirmaram que instituições envolvidas nessas operações seriam consideradas “alvos legítimos”. A extensão dos danos à instalação da AWS ainda não foi totalmente divulgada, mas especialistas alertam que danos físicos a centros de dados podem resultar em interrupções prolongadas em serviços essenciais.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
