Artistas e suas declarações no Super Bowl
A história revela que os grandes nomes do esporte nos Estados Unidos frequentemente utilizam suas plataformas para fazer declarações significativas. Bad Bunny, que se apresentará no show do intervalo do Super Bowl deste ano, já deu um indício disso ao protestar contra o ICE durante sua performance no Grammy no último domingo.
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A expectativa agora é: o que mais ele poderá expressar durante o evento?
O historiador porto-riquenho Jorell Meléndez-Badillo comentou à CNN que a presença de Bad Bunny no Super Bowl é, sem dúvida, uma declaração política. Ele acredita que o show trará à tona as “realidades complexas e desconfortáveis da história dos Estados Unidos” em relação a Porto Rico, diante de uma vasta audiência.
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Exemplos de declarações no Super Bowl
Ao longo dos anos, diversos artistas que se apresentaram no Super Bowl usaram sua visibilidade para abordar questões sociais. Aqui estão alguns exemplos notáveis:
- Cheryl Ladd e a crise dos reféns no Irã (1980) – A cantora e atriz, famosa por seu papel em “As Panteras”, dedicou sua performance do Hino Nacional aos reféns americanos no Irã, que estavam em cativeiro há 444 dias.
- Whitney Houston e a Guerra do Golfo (1991) – Sua interpretação do “Star-Spangled Banner” se tornou um símbolo de esperança durante a Guerra do Golfo, sendo lançada como single com a renda destinada aos soldados e suas famílias.
- Garth Brooks e a mensagem de inclusão (1993) – Brooks insistiu que sua apresentação do Hino Nacional incluísse a exibição do clipe de “We Shall Be Free”, abordando os distúrbios de Los Angeles de 1992.
- Madonna e a paz mundial (2012) – Durante seu show, a artista destacou a mensagem de “World Peace” ao final de sua apresentação, gerando reações mistas entre críticos.
- Beyoncé e o movimento Black Lives Matter (2016) – Sua performance de “Formation” fez referência à luta pelos direitos civis, provocando reações tanto de apoio quanto de crítica.
- Lady Gaga e o juramento de lealdade (2017) – Em um momento de forte simbolismo, Gaga recitou o Juramento de Lealdade, abordando questões de imigração e direitos civis.
- Jennifer Lopez e a política de imigração (2020) – Sua apresentação com Shakira incluiu referências à política de imigração dos EUA, gerando controvérsias e críticas.
- Eminem e a homenagem a Colin Kaepernick (2022) – O rapper se ajoelhou após sua performance, em um gesto de solidariedade ao ex-quarterback que protestou contra a brutalidade policial.
- Kendrick Lamar e a rivalidade no rap (2025) – Com a participação de Samuel L. Jackson, Lamar trouxe à tona sua rivalidade com Drake, em uma apresentação repleta de simbolismo político.
