AXSMarine reporta 25 navios cruzando o Estreito de Ormuz em 18 de maio, maior volume desde abril

No dia 18 de maio de 2026, um total de 25 navios comerciais cruzaram o Estreito de Ormuz, marcando o maior volume de tráfego desde abril, conforme reportou a AXSMarine, uma empresa especializada em inteligência marítima. O aumento significativo no fluxo de embarcações se deu após a assinatura de um acordo na quarta-feira (17), que prometia a reabertura imediata dessa importante rota marítima.
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Retomada do Tráfego Marítimo
A AXSMarine divulgou que na quinta-feira foram registradas 25 travessias confirmadas por embarcações comerciais através do estreito. Este número representa um aumento notável em comparação com a média diária de tráfego, que foi quase cinco vezes menor durante os primeiros dez dias de junho.
Para se ter uma ideia, antes do início do conflito, aproximadamente 110 navios transitavam pelo estreito diariamente.
O fechamento da via teve um impacto direto nos preços do petróleo global, visto que cerca de 20% da produção mundial desse recurso transita pela região. Embora as 25 travessias sejam um sinal positivo, elas ainda estão bem aquém dos níveis anteriores à guerra.
Além disso, a AXSMarine alertou que o número real de embarcações pode ser ainda maior, pois muitos navios desligam seus sistemas obrigatórios de rastreamento para evitar serem monitorados enquanto atravessam o estreito.
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Administração e Segurança no Estreito
Após o acordo entre os governos dos Estados Unidos e Irã, a administração do tráfego no Estreito de Ormuz ficará sob a responsabilidade da Autoridade Geral da Hidrovia (PGSA). O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou que as embarcações estarão isentas das taxas de solicitação por um período de 60 dias, uma medida que visa facilitar o trânsito no local.
Além disso, o comunicado enfatizou que as embarcações devem seguir diretrizes específicas para garantir uma passagem segura e evitar incidentes no mar. O Irã também está implementando ações para remover minas da via navegável, conforme estipulado no acordo recente. “As condições especiais e os riscos de segurança exigem que os navios transitem seguindo as normas estabelecidas”, afirmou o conselho em sua comunicação oficial.
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A PGSA se comprometeu a fornecer informações adicionais sobre como será operacionalizada essa nova fase de gestão do tráfego marítimo na região, indicando um esforço conjunto para restabelecer a segurança e eficiência na movimentação de embarcações pelo estreito.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



