Aviação agrícola espera recuperação lenta no preço do querosene de aviação após queda da Petrobras

O setor de aviação agrícola vê esperança na recuperação do preço do querosene de aviação após a redução de 14,2% pela Petrobras. Entenda os impactos!

(Imagem de reprodução da internet).

Perspectivas para o Preço do Querosene de Aviação

O setor de aviação agrícola acredita que a recuperação nos preços do querosene de aviação (QAV) deve ocorrer no médio e longo prazo. Essa análise foi feita após a Petrobras anunciar uma redução de 14,2% no preço médio de venda do QAV para distribuidoras, a partir de junho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa diminuição, que representa uma queda de R$ 0,93 por litro, busca amenizar os preços em um contexto de alta provocada por tensões geopolíticas relacionadas à Guerra no Oriente Médio.

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a inflação nos combustíveis de aviação afeta a cadeia produtiva de alimentos no Brasil, especialmente devido ao aumento nos preços da gasolina e do querosene de aviação, que compõe 30% da frota de aviação agrícola no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claudio Junior Oliveira, economista e diretor operacional do Sindag, enfatiza que o QAV é o combustível mais utilizado no setor. “Embora existam diferentes tipos de combustível, as aeronaves que utilizam querosene de aviação (Jet A-1) são predominantes, pois seu consumo é significativamente maior.

No Brasil, essa utilização é ainda mais relevante”, afirmou.

Leia também

Impactos da Inflação e Volatilidade Geopolítica

Em abril, o Sindag reportou uma inflação de 51,6% no preço do querosene de aviação, que alcançou um valor médio de R$ 8,46. A entidade atribui essa inflação, em grande parte, às instabilidades geopolíticas, que têm prejudicado as operações aeroagrícolas, especialmente na região Centro-Oeste do Brasil.

A Petrobras informou que, neste ano, os preços do QAV subiram R$ 1,98 por litro em comparação ao preço do combustível em dezembro de 2025. Os ajustes de preços foram implementados no início do mês.

Oliveira destacou que os efeitos da redução de preços anunciada pela Petrobras devem ser percebidos de forma gradual. “Acreditamos que, no curto prazo, não haverá uma queda significativa nos preços. As mudanças estão mais voltadas para o médio e longo prazo”, afirmou.

Além disso, ele ressaltou que, embora parte dos combustíveis no Brasil não dependa diretamente da rota marítima afetada pelo conflito, os preços internacionais ainda impactam o mercado local.

Preocupações com a Situação Geopolítica

“Nossa principal preocupação continua sendo o Estreito de Ormuz e a viabilidade da passagem de navios pela região. É essencial restabelecer tanto o consumo quanto as vendas”, destacou Oliveira. Ele também mencionou que o mercado passou por mudanças significativas, comparando a situação atual a um novo normal, semelhante ao que ocorreu após a pandemia, caracterizado por inflação elevada e juros altos.

Essa realidade não é exclusiva do Brasil, mas também afeta outras economias, como a dos Estados Unidos.