A aversão ao risco global não impede o Brasil de brilhar! Com R$ 7,5 bilhões em investimentos estrangeiros, a Bolsa se destaca. Descubra os motivos!
A aversão ao risco tem se intensificado nos mercados internacionais, impulsionada por tensões comerciais e incertezas geopolíticas. Isso tem gerado mudanças significativas na alocação de capital global. Apesar desse cenário, o mercado acionário brasileiro continua apresentando um bom desempenho.
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Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o Brasil já recebeu quase R$ 7,5 bilhões em fluxo positivo de investidores estrangeiros na Bolsa neste ano. “Isso é um sinal bastante evidente de que essa diversificação está acontecendo”, afirmou em entrevista.
O diferencial de juros entre o Brasil e outras economias tem sido crucial para atrair capital estrangeiro. “O Brasil é muito bom para carry trade. Entre os mercados emergentes, o juro brasileiro é o que mais está trazendo vantagem para fazer essas operações”, explicou Zogbi, referindo-se à estratégia de tomar dinheiro emprestado em uma moeda e investir em outra para lucrar com a diferença de juros.
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O Brasil se destaca no atual contexto geopolítico, pois está relativamente distante das principais tensões internacionais. “Tem um pouco a ver com a ausência de más notícias também. O Brasil está muito bem posicionado nesse contexto geopolítico porque estamos fora das polêmicas de maneira geral”, ressaltou a especialista.
A composição da Bolsa brasileira também contribui para sua atratividade. “Nossa economia é bastante concentrada em commodities, incluindo o petróleo, que está volátil. Temos a Vale como um dos principais componentes da Bolsa, além do setor financeiro, que também possui um peso relevante”, observou.
Outro aspecto que favorece o Ibovespa é sua valorização, que ainda está abaixo do potencial em comparação a outros mercados. “Ele está barato em relação aos pares, especialmente quando se observa países desenvolvidos. O preço sobre lucro continua acessível nas médias históricas e na comparação global”, afirmou Zogbi.
Além disso, há expectativas de que a Selic comece a ser reduzida em algum momento deste ano, possivelmente no primeiro ou segundo trimestre. “Isso também traz uma projeção positiva para os ativos de risco”, concluiu a estrategista.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.