Avanços Promissores no Combate ao Vírus Nipah: Novo Estudo Destaca Medicamento VV116

Estudo revela avanço promissor no combate ao vírus Nipah com o antiviral VV116, oferecendo esperança em meio a surtos crescentes e letalidade alarmante.

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(Imagem de reprodução da internet).

Avanços no Combate ao Vírus Nipah

Um estudo recente trouxe novas perspectivas para o combate ao vírus Nipah (NiV), uma das doenças infecciosas mais graves monitoradas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O vírus foi identificado pela primeira vez em 1999, após um surto entre criadores de suínos na Malásia, apresentando uma taxa de letalidade que pode variar entre 40% e 75% dos infectados.

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Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, vinculado à Academia Chinesa de Ciências, em colaboração com o Instituto de Matéria Médica de Xangai, anunciaram uma descoberta significativa. Sob a liderança de Xiao Gengfu e Zhang Leike, o grupo publicou um estudo que destaca o medicamento VV116 como um candidato promissor para o tratamento da infecção pelo vírus Nipah.

Resultados Promissores do VV116

Conforme a pesquisa, o VV116, um antiviral nucleosídeo de administração oral já aprovado na China e no Uzbequistão para o tratamento da COVID-19, demonstrou atividade antiviral significativa em testes laboratoriais. O fármaco atua como um pró-fármaco direcionado à RNA polimerase dependente de RNA (RdRp), uma enzima crucial para a replicação viral.

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Os experimentos in vitro mostraram que o VV116 foi eficaz contra diversas cepas do vírus, incluindo a malaia (NiV-M) e a bengalesa (NiV-B). Em testes com hamsters dourados infectados com uma dose letal do vírus, a administração oral do medicamento elevou a taxa de sobrevivência dos animais para 66,7% e reduziu significativamente a carga viral em órgãos críticos como pulmões, baço e cérebro.

Potencial Terapêutico e Prevenção

Os autores do estudo afirmam que esta é a primeira evidência científica do potencial terapêutico do VV116 contra o vírus Nipah. Além de seu uso como tratamento, o medicamento pode ser utilizado de forma preventiva em grupos de alto risco, como profissionais de saúde e trabalhadores de laboratório, proporcionando uma resposta mais ágil a surtos atuais e futuros.

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Os primeiros autores do estudo foram Zhang Yumin, Yao Yanfeng e Song Shufen, todos do Instituto de Virologia de Wuhan. Zhang Leike, Shan Chao e Hu Tianwen atuaram como autores correspondentes. Os experimentos foram realizados no Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan, evidenciando a relevância científica e o rigor da pesquisa.

Alerta Mundial sobre o Vírus Nipah

Entre 2003 e 2026, surtos recorrentes do vírus Nipah foram registrados, principalmente na Índia e em Bangladesh, com um aumento tanto na frequência quanto na área geográfica afetada. Em janeiro de 2026, um novo surto atingiu Bengala Ocidental e regiões vizinhas da Índia, resultando em mortes e levando as autoridades sanitárias a colocar cerca de 100 pessoas em quarentena após contato próximo com infectados.

Diante da ausência de medicamentos ou vacinas aprovados, a OMS classifica o vírus Nipah como uma ameaça global. A transmissão para seres humanos ocorre não apenas pelo contato direto com animais infectados e suas secreções, mas também pelo consumo de alimentos contaminados, como frutas e seiva de tamareira crua que contenham urina ou saliva de morcegos, além da transmissão direta entre pessoas através de fluidos corporais.

A infecção pelo Nipah é clinicamente desafiadora devido ao seu período de incubação variado, que geralmente dura de 4 a 21 dias, podendo chegar a 45 dias em casos excepcionais. Em nota divulgada em seu site oficial, a OMS afirmou que está apoiando os países afetados e em risco com orientações técnicas sobre como gerenciar surtos do vírus Nipah e prevenir sua ocorrência.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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