Avanço da Inteligência Artificial: A Disputa entre EUA e China e o Papel do Capital Privado
O avanço da inteligência artificial está mudando o cenário tecnológico global. Descubra como EUA e China enfrentam essa nova era sob a análise de Diogo Cortiz.
A Velocidade do Avanço da Inteligência Artificial
O rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA) está criando um cenário sem precedentes na história tecnológica mundial, com as empresas privadas assumindo um papel central em relação ao controle governamental. Essa análise é do professor Diogo Cortiz, especialista em Tecnologia da Inteligência da PUC-SP.
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Ele afirma que, pela primeira vez, uma tecnologia tão poderosa está sendo direcionada por interesses econômicos, com predominância do capital privado.
Cortiz ressalta que os países estão se apressando para participar do debate e minimizar os riscos associados a essa desigualdade. “Os governos estão tentando se envolver nessa discussão, muitas vezes por meio de regulação ou estratégias específicas”, comentou durante uma entrevista ao WW Especial.
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A Disputa entre EUA e China
O especialista também destacou que as principais economias do mundo têm adotado abordagens diferentes em relação à inteligência artificial. “A China está em uma posição bem distinta dos Estados Unidos. Desde 2017, o país possui uma estratégia de inteligência artificial e recentemente lançou um novo projeto chamado ‘AI Plus’, que faz parte do plano quinquenal e visa transformar toda a economia.
Nesse contexto, o Estado desempenha um papel mais significativo”, explicou Cortiz.
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Em contrapartida, o modelo dos Estados Unidos carece de centralização. “Os EUA não têm, por exemplo, um plano central de inteligência artificial. A responsabilidade está muito nas mãos das empresas”, enfatizou. Cortiz também mencionou que o governo americano tem buscado maneiras de restabelecer um equilíbrio de forças e criar mecanismos de controle interno, apesar dos desafios ideológicos que enfrenta.
“Recentemente, eles têm trabalhado para fortalecer esse papel de governança. Embora a administração Trump tenha uma certa resistência à palavra ‘regulação’, estão buscando formas de controle e de compreender melhor o que está acontecendo internamente nos Estados Unidos”, concluiu.