Autoridade afirma que Israel pode ter infringido acordo com a União Europeia

Relatório é divulgado após longos meses de crescente apreensão nas capitais europeias em relação às ações de Israel em Gaza e à situação humanitária no território palestino.

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(Imagem de reprodução da internet).

O serviço diplomático da União Europeia afirmou nesta sexta-feira (20) que existiam indícios de que Israel havia infringido suas obrigações de direitos humanos, conforme estabelecido em um acordo que regula seus vínculos com o bloco.

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Com base em avaliações de instituições internacionais independentes, o Serviço Europeu para a Ação Externa afirmou que “há indícios de que Israel estaria violando suas obrigações de direitos humanos sob o Artigo 2 do Acordo de Associação UE-Israel”.

O relatório emerge após meses de crescente preocupação nas capitais europeias acerca das operações de Israel em Gaza e da situação humanitária no território palestino.

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As constantes restrições de Israel ao fornecimento de alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e outros suprimentos essenciais impactam toda a população de Gaza que reside no território afetado.

Uma autoridade israelense, questionada sobre a revisão da UE, a descreveu como “um relatório unilateral que exemplifica os padrões duplos que a UE usa em relação a Israel”.

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A União Europeia e Israel, no âmbito do Acordo de Associaçã UE-Israel, estabelecido em 2000, concordaram que seu relacionamento “será baseado no respeito aos direitos humanos e aos princípios democráticos”.

A principal diplomata da UE, Kaja Kallas, anunciou em maio que o bloco avaliaria se Israel estava cumprindo os termos do acordo, após mais de metade dos membros da UE apoiarem a condução de uma revisão.

O relatório apresenta uma seção específica sobre a situação em Gaza, abordando questões relacionadas à negação de ajuda humanitária, ataques com um número significativo de vítimas, ataques a hospitais e instalações médicas, deslocamento populacional e a ausência de responsabilização.

O relatório também analisa a situação na Cisjordânia, incluindo a violência dos colonos.

A declaração indicou que o documento fundamenta-se em dados comprovados e análises produzidas por organizações internacionais autônomas, concentrando-se nos acontecimentos mais recentes em Gaza e na Cisjordânia.

Israel afirmou que cumpre o direito internacional e que as operações em Gaza são necessárias para erradicar o Hamas, organização palestina responsável pelos ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia debaterão a revisão durante uma reunião em Bruxelas na segunda-feira (23). Os países membros mantêm divergências em relação a Israel.

Apesar de alguns ministros poderem defender a implementação de medidas com base na revisão, nenhuma decisão concreta é prevista para a sessão de segunda-feira.

Embaixadores acreditam que as autoridades da UE devem entrar em contato com Israel para comunicar o resultado da avaliação, buscando influenciá-lo, e que os ministros retomem o tema em uma reunião em julho.

Fonte por: CNN Brasil

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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