Austrália registra primeira detecção do vírus da gripe aviária H5N1 em lobo-marinho encontrado morto

A detecção do H5N1 em um lobo-marinho levanta preocupações sobre a saúde da fauna local e a possibilidade de perdas ecológicas significativas na Austrália.

Ministra da Agricultura da Austrália, Julie Collins

As autoridades australianas anunciaram neste domingo (24) a primeira detecção do vírus da gripe aviária H5N 1 em um lobo – marinho encontrado morto na cidade costeira de Beachport, localizada no estado da Austrália do Sul. O animal fazia parte de uma população estimada em 100 mil indivíduos e foi encontrado sem sinais de ferimentos.

A ministra da Agricultura, Julie Collins, afirmou que “a morte não parece estar associada a outros mamíferos marinhos doentes ou mortos”. Ela alertou que, com a gripe aviária H5N 1 se espalhando no meio ambiente natural, é impossível evitar perdas significativas na fauna local.

Impacto do vírus na fauna local

A Austrália se tornou o último continente a registrar a gripe aviária H5N 1, embora o vírus já tivesse sido detectado no final de 2025 na Ilha Heard. Naquela ocasião, mais de 13 mil filhotes de focas perderam a vida devido à doença, conforme relatórios da mídia local.

Os lobos – marinhos estão em alto risco de contrair o H5N 1, de acordo com Skye Fruean, diretora veterinária da Austrália do Sul. Ela explicou que esses animais vivem próximos de aves selvagens em afloramentos rochosos ao longo da costa, o que aumenta sua exposição ao vírus. “Eles certamente estariam encontrando níveis muito altos do vírus em seu ambiente”, ressaltou Fruean durante uma entrevista televisionada.

O governo australiano confirmou na sexta – feira (21) que há 297 casos de H5N 1 registrados no país até o momento, todos fora de granjas avícolas. As autoridades continuam monitorando a situação e destacaram a importância de medidas para proteger tanto a fauna quanto as populações humanas.

Preocupações sobre perdas ecológicas

A detecção do H5N 1 em um lobo – marinho levanta preocupações sobre possíveis consequências ecológicas significativas para a biodiversidade australiana. A interação entre mamíferos marinhos e aves pode facilitar ainda mais a propagação do vírus, tornando necessário um acompanhamento rigoroso por parte das autoridades sanitárias e ambientais.

Especialistas alertam que é crucial agir rapidamente para conter qualquer surto potencial e minimizar os riscos para outras espécies vulneráveis. A combinação dos esforços das autoridades locais com as orientações científicas pode ser fundamental para mitigar os impactos dessa nova ameaça à saúde pública e à vida selvagem na Austrália.

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