Aumento de 2,69% no Índice de Insumos para Produção de Leite no Rio Grande do Sul em abril de 2026

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru no Rio Grande do Sul sobe 2,69% em abril de 2026, impulsionado por altas em fertilizantes e energia elétrica.

30/05/2026 06:01

2 min

Aumento de 2,69% no Índice de Insumos para Produção de Leite no Rio Grande do Sul em abril de 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Índice de Insumos para Produção de Leite Cru no Rio Grande do Sul

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul apresentou um aumento de 2,69% em abril de 2026, conforme relatório da Assessoria Econômica do Sistema Farsul. Esse crescimento foi impulsionado, em grande parte, pela elevação nos preços dos fertilizantes, da energia elétrica e dos combustíveis.

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Segundo o levantamento, os fertilizantes tiveram uma alta de 12,8% no mês, com destaque para a ureia, cuja valorização está relacionada às dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global. Os combustíveis também registraram um aumento médio de 2,3%, acompanhando a alta de 4,4% na cotação internacional do petróleo.

Além disso, a energia elétrica impactou os custos da atividade leiteira, com um aumento de 30,6% em abril.

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A Farsul aponta que essa elevação está ligada à mudança na faixa horária de consumo, que resultou em maior utilização em períodos com bandeiras tarifárias mais altas. No setor de grãos, o milho teve uma leve valorização de 0,3%, enquanto a soja apresentou uma queda de 1%.

No acumulado de 2026 até abril, o índice registrou uma inflação de 1,06%, enquanto o IPCA acumulou uma alta de 2,60% e o IPCA Leite e Derivados subiu 8,64%.

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Na comparação anual, o índice da Farsul mostra uma retração de 4,66%, influenciada principalmente pela diminuição nos custos de silagem, que caiu 15,8%, e de concentrado, com um recuo de 10,5%. Apesar disso, alguns grupos continuam a pressionar os custos da produção leiteira.

Em 12 meses, os fertilizantes acumulam uma alta de 30%, a energia elétrica subiu 30,8% e os combustíveis avançaram 6,9%.

O relatório também ressalta que o preço do leite pago ao produtor recuou cerca de 10% no período, enquanto o índice acumulou uma alta de 1,6%, evidenciando a diferença entre os reajustes ao longo da cadeia produtiva. Para maio, a expectativa da Farsul é de uma inflação moderada no índice.

A entidade acredita que a recente estabilidade dos combustíveis e a valorização cambial podem ajudar a limitar parte das pressões de custos no curto prazo. No entanto, o segmento de fertilizantes continua com um viés de alta devido ao cenário internacional, o que pode elevar os custos de alimentação animal.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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