Auditoria do TCU inicia nesta quinta-feira (15) para investigar a liquidação do Banco Master. Descubra os detalhes e implicações dessa fiscalização crucial!
Técnicos da AudBancos, setor responsável pela auditoria de bancos públicos e reguladores financeiros no TCU (Tribunal de Contas da União), devem começar nesta quinta-feira (15) a inspeção dos documentos do BC (Banco Central) relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em novembro.
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A autorização para essa auditoria foi concedida em um despacho do ministro relator do caso, na noite de terça-feira (13).
A equipe técnica do TCU atuará em duas frentes principais: a primeira será a revisão dos documentos que fundamentaram a decisão do BC de liquidar o Banco Master. A segunda frente se concentrará na análise do problema de liquidez da instituição financeira de Daniel Vorcaro, que começou a ser monitorada pela autoridade monetária em 2024, na atual gestão.
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Conforme informações obtidas, os auditores também poderão investigar a situação do Banco Master até 2019, quando Roberto Campos Neto presidia o BC. O objetivo é elaborar uma cronologia da captação de recursos com taxas superiores às praticadas no mercado (CDB) e identificar possíveis alertas sobre os riscos do modelo de negócio do banco.
O trabalho da AudBancos pode levar de 15 a 30 dias, segundo fontes envolvidas no processo. Após a conclusão da inspeção, a equipe técnica elaborará um relatório que será enviado ao ministro relator. Esse documento também será encaminhado ao Ministério Público junto ao TCU para manifestação.
Com os pareceres em mãos, o relator apresentará o processo ao plenário. Considerando todas as etapas, incluindo a inspeção, a análise da AudBancos e do Ministério Público, além do trâmite no gabinete do relator, o prazo total para o processo do Banco Master é estimado entre 45 e 60 dias.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.