Áudios de Ed Motta expõem ofensas a funcionário de restaurante no Rio de Janeiro

Áudios de Ed Motta expõem ofensas a funcionário do restaurante Grado no Rio. Investigação por injúria levanta polêmica e defesa do artista se manifesta.

Áudios de Ed Motta Revelam Ofensas a Funcionário de Restaurante

Áudios enviados pelo cantor Ed Motta, que está sob investigação por injúria, expuseram xingamentos dirigidos a um funcionário do restaurante Grado, localizado na zona Sul do Rio de Janeiro. Nas mensagens, que foram encaminhadas ao proprietário do restaurante no ano passado, o artista se refere ao homem como “Paraíba filha da p***” e menciona que “é a Tijuca contra o Nordeste” ao falar sobre o garçom.

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As gravações, datadas de 2025, foram trocadas com o dono do estabelecimento onde ocorreu a confusão neste ano. O artista expressa sua intenção de iniciar brigas e critica a postura do funcionário. Em um momento, ele afirma: “Tô no meu limite.

A próxima é tipo pular o balcão e pegar ele”.

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Nota da Defesa de Ed Motta

A defesa do artista divulgou uma nota repudiando a divulgação dos áudios. No comunicado, afirmam: “A defesa de Ed Motta repudia a tentativa de manipulação de narrativa por meio da divulgação de áudios antigos, fora de contexto, com o claro objetivo das partes em influenciar a investigação sobre o episódio ocorrido no dia 2 de maio, em um restaurante no Rio de Janeiro.

Conforme já esclarecido em depoimento, Ed Motta afirma ser absolutamente falsa a acusação de que teria chamado alguém de ‘Paraíba’ naquela noite.”

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A defesa lamenta o vazamento distorcido e descontextualizado dos áudios e reafirma que Ed Motta não agrediu ninguém naquela noite, além de não ter qualquer tipo de preconceito. O artista rejeita veementemente a criação de fatos inexistentes e se compromete a colaborar com as autoridades competentes.

Depoimentos à Polícia

No depoimento prestado à polícia nesta terça-feira (12), Ed Motta relatou ter se sentido “chateado e desprestigiado” após ser cobrado por uma taxa de rolha no restaurante Grado. Durante a confusão, ele foi flagrado arremessando uma cadeira dentro do local.

Na semana anterior, o cantor não compareceu à delegacia, alegando estar viajando. No depoimento obtido pela CNN Brasil, Ed afirmou que é cliente do Grado há cerca de nove anos e que sempre levou sua própria garrafa de vinho sem ser cobrado pela taxa de rolha.

Ele destacou que, no dia da confusão, ele e seus acompanhantes levaram cerca de sete garrafas de vinho, nem todas consumidas no restaurante. “Para surpresa do declarante, foi cobrada a taxa de rolha; ele se sentiu chateado e desprestigiado, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente”, diz o documento.

Após a cobrança, Motta tentou conversar com o gerente, que explicou que a taxa foi aplicada devido à mesa estar cheia.

Desdobramentos do Caso

Ed Motta ficou insatisfeito, levantou-se da mesa e declarou: “Nunca mais volto aqui”. Em um momento de emoção, ele arremessou uma cadeira ao chão, sem intenção de atingir alguém. O depoimento também menciona que, após o incidente, Ed esbarrou em uma mesa com dois casais, derrubando uma bolsa de uma das ocupantes.

No mesmo dia, ele enviou mensagens ao sócio do restaurante expressando sua insatisfação com o atendimento.

Imagens analisadas pela polícia indicam que, na noite da confusão, um frequentador foi atingido por uma garrafada e um soco, recebendo atendimento médico e registrando a ocorrência. Ed Motta afirmou que soube da briga apenas na manhã seguinte. O artista é investigado por injúria por preconceito, após um funcionário do restaurante alegar ter sido vítima de xenofobia, sendo chamado de “paraíba” durante o episódio.

O crime pode resultar em pena de um a três anos de reclusão. No termo de declaração, Ed negou ter ofendido qualquer funcionário do restaurante.

Investigação em Andamento

O incidente ocorreu no último sábado (2) e está sendo investigado na 15ª DP (Gávea). Relatos coletados pelos investigadores indicam que o desentendimento começou entre os clientes da mesa de Ed e os funcionários do restaurante, envolvendo posteriormente clientes de uma mesa vizinha.

A investigação apura dois possíveis crimes: Ed Motta é tratado como testemunha no caso da suposta agressão física contra um cliente, enquanto figura como investigado no inquérito sobre injúria por preconceito. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que as investigações seguem em andamento.