Audiências de Técnicos de Enfermagem em Taguatinga: Acusados de Homicídio Qualificado em Foco
As audiências dos técnicos de enfermagem indiciados por homicídio em Taguatinga começam hoje. Descubra os detalhes chocantes deste caso que abalou o DF!
Audiências de Instrução dos Técnicos de Enfermagem Começam em Taguatinga
As audiências de instrução dos três técnicos de enfermagem envolvidos na morte de três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, na Região Administrativa III do Distrito Federal, têm início nesta quarta-feira (27). Os acusados, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, foram indiciados por homicídio qualificado em março de 2025.
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Conforme a denúncia, os três manipulavam o sistema hospitalar e administravam substâncias letais aos pacientes, que faleceram entre novembro e dezembro de 2025. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) informou que as sessões ocorrerão nesta quarta (27), na sexta (29) e na segunda-feira (1), sempre às 14h, no plenário do Tribunal do Júri de Taguatinga.
A programação inclui a oitiva das testemunhas e, ao final, pode haver o interrogatório dos réus.
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Contexto do Caso
A administração do hospital decidiu criar um comitê interno para investigar as mortes súbitas de pacientes com diferentes gravidades clínicas. João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33 anos, faleceram em um intervalo de aproximadamente duas semanas na mesma instituição.
Inicialmente, os técnicos negaram as acusações, mas, ao serem confrontados com imagens das câmeras de segurança, a situação mudou.
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No dia 11 de janeiro, a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Anúbis para investigar os suspeitos, que foram identificados pelo hospital. Os três técnicos foram presos e formalmente acusados em março de 2025.
Detalhes da Investigação
Segundo a investigação policial, Marcos Vinícius acessava o sistema de prescrição de medicamentos usando a conta de um médico. Ele prescrevia substâncias erradas ou em doses letais, retirava os medicamentos da farmácia e os administrava nos leitos, tentando evitar a detecção.
Em um dos casos, as autoridades relataram que ele atuou mais de 10 vezes em uma paciente idosa de 75 anos.
Para encobrir suas ações, Marcos aguardava a reação dos pacientes às substâncias, que resultavam em paradas cardíacas, e então simulava os procedimentos de recuperação, como manobras de massagem cardíaca. Amanda Rodrigues e Marcela Camilly ficavam atentas à porta para garantir que nenhum outro profissional entrasse no quarto durante a execução dos atos criminosos.