Ativistas estrangeiros homenageiam vítimas de terremoto e ataque americano àVenezuela em Caracas

Ativistas estrangeiros testemunham devastações em Caracas após homenagear vítimas de ataque americano àVenezuela.

Brigada Fidel Castro, da Alba Movimentos, visitou o mausoléu dos heróis venezuelanos e cubanos, caídos no ataque militar dos Estados Unidos

Em meio às marcas deixadas pela força da natureza e à continuidade dos trabalhos de retirada de escombros — que ocorrem dia após dia —, a solidariedade internacional está percorrendo os estados venezuelanos.

Uma missão composta por trinta ativistas internacionais chegou ao país com o objetivo duplo: acompanhar em primeira mão as áreas mais afetadas pelo sismo ocorrido no mês passado na região costeira do Caribe e prestar homenagem aos eventos políticos marcantes para a juventude militante latino – americana.

Solidariedade pós – desastre natural

A jornada começou visitando La Guaira, uma das regiões onde foram registradas maiores marcas da tragédia. Vittória Paz, militar de sem – terra e integrante dessa delegação internacionalista que representa nove países latinos, detalhou os objetivos desta visita às mais de 6.500 vítimas confirmadas até o momento em alguns locais

“Viemos aqui justamente por entender como é andar pelo chão mais afetado do terremoto,” explicou a ativista no localÉ preciso ver para sair completamente da narrativa superficial dos meios hegemônicos… Mas também precisamos compreender qual nível existe na organização popular ou aquela apoiada pelo governo”, afirmou.

Memória política: Homenagem aos caídos

O compromisso com a memória não se limitou ao desastre natural; os participantes ainda dedicaram tempo à história recente. Em Caracas, uma das brigadas visitou o memorial dedicado às pessoas que perderam suas vidas durante um evento político crucial em 3 de janeiro — quando houve bombardeio e invasão militar pelos Estados Unidos no país

Para Máximo Echaniz, internacionalista da Argentina, visitar este mausoléu é misturar sentimentos complexos como orgulho profundo junto a muita tristeza pela quantidade contínua de perdas humanas na busca por emancipação do povo venezuelano.

Resistência ao bloqueio econômico

Longe dos holofotes distorcidos da grande mídia global, o dia a dia mostra uma Venezuela que resiste ativamente às pressões internacionais. Leonel Renner, militante do movimento Nuestra América e argentino participante da viagem, destacou essa resiliência em sua falaÉ surpreendente ver pessoalmente no terreno bolivariano,” contou ele., “Como é possível compreender como esse processo se mantém com tanto apoio popular interno?

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O nível de organização política gerado nesse povo… isso realmente chama atenção para os demais países latino – americanos”.

A passagem pela nação não termina apenas ao retorno físico aos seus respectivos territórios; ela transforma – se numa plataforma ideológica contra o desinformação global. Karen Vargas, internacionalista mexicana que acompanhou a Brigada Fidel Castro por dez dias, reforçou este sentimento.

“Nossa tarefa agora deve ser seguir exigindo em nossos próprios países e territórios a libertação imediata do presidente Maduro e da Cilia Flores,” concluiuO povo venezuelano continua resistendo com muita esperança porque soube construir comunidade”, acrescentou.**