Ativista indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá falece em Brasília e é velado na Catedral Anglicana
A morte de Mairu Hakuwi Kuady Karajá representa uma grande perda para a luta indígena
Morte do ativista indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá
O ativista e pesquisador indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá faleceu no último domingo (14) e teve seu corpo velado na noite desta segunda-feira (15) na Catedral Anglicana de Brasília. Natural da Terra Indígena São Domingos-Krehawã, no Mato Grosso, Mairu atuava em defesa da cultura dos povos originários.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As causas de sua morte não foram divulgadas.
Mairu se dedicava ao estudo em espaços nacionais e internacionais. Ele era doutorando na França, após concluir a graduação em Relações Internacionais na UFT (Universidade Federal do Tocantins) e o mestrado em Direito na UnB (Universidade de Brasília).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Homenagens e legado
Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas lamentou a morte de Mairu e prestou homenagem ao ativista. Segundo a pasta, ele era uma referência para jovens indígenas de diferentes povos, destacando-se em espaços acadêmicos e institucionais. “Neste momento de dor e despedida, o Ministério dos Povos Indígenas solidariza-se com seus familiares, amigos, colegas de pesquisa e com todo o povo Karajá, desejando força e conforto diante desta perda irreparável.
Que sua memória, seu legado intelectual e seu compromisso com os povos indígenas permaneçam vivos, inspirando as atuais e futuras gerações”, afirmou a pasta.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Apib (Associação dos Povos Indígenas do Brasil) também prestou homenagem a Mairu, afirmando que ele continuará a ser a voz de seu povo. Nas redes sociais, Mairu compartilhava suas experiências no exterior, conquistas acadêmicas e sua rotina como indígena na academia.