Atividade Física: Chave para Aumentar Sobrevida em Pacientes com Câncer, Revela Estudo Inovador
Estudo revela que atividade física pode aumentar a sobrevida de pacientes com câncer. Descubra como se exercitar pode fazer a diferença na sua saúde!
Atividade Física e Sobrevida no Câncer
Os benefícios de manter uma rotina de atividades físicas são amplamente reconhecidos na prevenção do câncer. No entanto, novas evidências sugerem que essa prática também pode ser crucial para aumentar a sobrevida após o diagnóstico da doença.
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Um estudo recente revelou que a atividade física está associada a um menor risco de morte em pacientes com diversos tipos de câncer.
A pesquisa analisou dados de seis grandes estudos de saúde de longo prazo, envolvendo mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer: bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto. Os pesquisadores avaliaram a quantidade de exercícios realizados antes e após o diagnóstico, em média, 2,8 anos depois.
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Os dados foram ajustados considerando fatores como idade, sexo, tabagismo e estágio da doença.
Resultados do Estudo
Ao comparar os níveis de atividade física antes e depois do diagnóstico, foi identificado um padrão claro: indivíduos mais ativos apresentaram uma mortalidade reduzida relacionada ao câncer. A oncologista clínica Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita, destaca a importância desse estudo para a prática clínica, afirmando que ele não deve ser ignorado durante as consultas com oncologistas.
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Os benefícios foram observados em cânceres de bexiga, pulmão, endométrio e ovário, que anteriormente tinham menos evidências concretas. Além disso, pacientes que eram sedentários antes do diagnóstico, mas começaram a se exercitar após, também mostraram uma redução significativa no risco de morte.
Cardoso ressalta que muitos acreditam que, se não começaram a se exercitar antes, não vale a pena, mas os resultados do estudo contradizem essa ideia.
Variação dos Benefícios
Os achados do estudo variam conforme o tipo de câncer. O benefício foi mais evidente em tumores como pulmão, endométrio, bexiga e ovário. Em contrapartida, para cânceres de cavidade oral e reto, o impacto positivo foi mais notável em pacientes que mantiveram altos níveis de atividade física após o diagnóstico.
A oncologista alerta que a magnitude do benefício pode variar entre os tipos de câncer, mas isso não diminui a importância da atividade física para a maioria dos pacientes.
Qualquer Movimento Conta
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada a intensa por semana. Contudo, o estudo indica que até pequenas quantidades de exercício estão associadas a um menor risco de morte por alguns tipos de câncer.
Cardoso enfatiza que sair da inatividade física pode trazer benefícios significativos à saúde.
Na prática, isso significa que não há um mínimo obrigatório: qualquer movimento é válido. A médica sugere que a progressão para níveis mais altos de atividade deve ser incentivada, mas não deve ser um obstáculo para o início. Uma dúvida comum é sobre o momento ideal para começar a se exercitar.
Segundo a oncologista, não é necessário esperar o término do tratamento, pois iniciar a atividade física mesmo após o diagnóstico já traz vantagens.
Início da Atividade Física
A pesquisa focou principalmente em atividades aeróbicas de intensidade moderada a vigorosa, como caminhadas, ciclismo ou exercícios leves, mas não fez comparações diretas entre diferentes modalidades. Cardoso recomenda começar devagar, com cerca de 15 minutos por dia, e aumentar gradualmente.
O importante é que a atividade seja agradável e viável de ser mantida no cotidiano.