Praticar exercícios é essencial, mas atenção aos sinais do corpo é crucial! Descubra os alertas que podem indicar problemas e como evitá-los
Praticar exercícios físicos é crucial para manter a saúde em dia, mas nem sempre o corpo responde de maneira positiva. Alguns sinais podem indicar que algo não está certo, seja pela intensidade, frequência ou tipo de treino. Ignorar esses alertas pode resultar em lesões, queda no desempenho e até problemas de saúde mais sérios.
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A seguir, listamos os sinais mais comuns.
Um dos principais sinais de alerta é a dor persistente. Diferente do desconforto normal após o treino, dores que não desaparecem mesmo após alguns dias de descanso podem indicar sobrecarga ou lesão muscular. A fadiga excessiva também é um sinal importante: se a sensação de cansaço ultrapassa o período pós-exercício e afeta as atividades diárias, pode ser um indício de overtraining, falta de recuperação ou alimentação inadequada.
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“A dor muscular geralmente surge entre 12 e 48 horas após a atividade e tende a desaparecer em até 72 horas. Já a dor de lesão aparece de forma súbita, localizada e intensa, muitas vezes acompanhada de edema ou perda de função. O overtraining é um estado de estresse fisiológico e metabólico resultante do desequilíbrio entre carga de treino e recuperação”, explica Danilo Figueiredo, professor do curso de Educação Física da Unifavip Wyden.
A falta de evolução também merece atenção. Quando, mesmo após um período de treino, não há melhora em força, resistência ou composição corporal, pode ser necessário ajustar o plano de treino. É importante avaliar se o treinamento está adequado às necessidades do corpo.
A queda na qualidade do sono é outro indicativo a ser considerado. Treinos muito intensos próximos ao horário de dormir ou excesso de esforço físico podem prejudicar o descanso e a recuperação muscular. “Treinar pesado e dormir mal é como tentar correr com o tanque vazio.
O sono é o momento em que o corpo se regenera”, destaca Breno Daniel Santos Oliveira, educador físico.
“Quando você treina em excesso, especialmente à noite, pode dificultar esse processo. O sistema nervoso fica mais ativado, o cortisol sobe, e o sono de qualidade não acontece. A alimentação também é fundamental. Comer bem e de forma equilibrada ajuda a reduzir a fadiga e acelerar a recuperação”, complementa Oliveira.
Outros sinais importantes incluem alterações no humor, como irritabilidade e falta de motivação, que podem ser reflexo de estresse mental causado por um treino inadequado. A diminuição da imunidade, que resulta em resfriados ou infecções frequentes, também é um sinal de que o corpo está em estado de fadiga extrema e precisa de recuperação.
“O descanso não é preguiça, é estratégia. Quem está começando pode precisar de dois ou até três dias de pausa na semana. Já quem treina há mais tempo pode manter um ritmo mais intenso, mas ainda assim precisa respeitar, no mínimo, um dia completo de descanso”, acrescenta Oliveira.
Reconhecer esses sinais é fundamental para manter os benefícios da prática de atividade física. Monitorar os sinais do corpo, respeitar os períodos de descanso, cuidar da alimentação e dormir bem são estratégias que evitam lesões e garantem que a atividade física continue promovendo saúde e bem-estar.
A prática consciente e com orientação qualificada é o caminho mais seguro para obter resultados duradouros e sustentáveis, conclui Figueiredo.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.