As Forças de Defesa de Israel (FDI) reportaram, nesta quarta-feira, dia 7 de abril de 2026, um ataque direcionado a um “complexo petroquímico fundamental” localizado em Shiraz. Segundo a perspectiva israelense, esta instalação representava um dos últimos locais capazes de produzir componentes químicos vitais para a fabricação de explosivos e materiais destinados ao desenvolvimento de mísseis balísticos no Irã.
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As FDI também informaram que, na véspera, dia 6 de abril, atacaram um grande centro de testes de mísseis balísticos situado no noroeste do Irã. Paralelamente, nesta quarta-feira, os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos militares na ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, conforme noticiado por uma agência de notícias.
A ilha de Kharg já havia sido alvo de operações norte-americanas em 13 de março. Naquela data, o Comando Central dos EUA divulgou que um “ataque de precisão” havia destruído instalações de armazenamento de minas navais, bunkers de mísseis e diversos outros pontos militares.
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O comunicado americano mencionou que, apesar de mais de 90 alvos militares iranianos terem sido atingidos, a infraestrutura petrolífera da região foi preservada. A ilha, com cerca de 8 km de extensão, é crucial por abrigar o maior terminal petroleiro do Irã, ponto de armazenamento de produtos destinados à exportação, sendo a China o principal comprador.
As águas profundas ao redor de Kharg são ideais para o atracamento de grandes petroleiros, uma característica que não se repete nas áreas costeiras mais rasas do restante do Irã no Golfo Pérsico. Por essa razão, o local é considerado o núcleo da infraestrutura energética iraniana, com capacidade potencial de movimentar até 7 milhões de barris de petróleo diariamente.
Desde os anos 1960, a ilha mantém um papel estratégico, conectando-se a importantes campos de petróleo e gás do país por meio de oleodutos e instalações de armazenamento. Em um contexto de tensão, o presidente dos EUA, filiado ao Partido Republicano, estabeleceu um prazo final para Teerã.
Ele alertou que o Irã poderia enfrentar destruição em menos de um dia caso não aceitasse um cessar-fogo.
Os norte-americanos deram um prazo até as 21h (horário de Brasília) desta quarta-feira, 7 de abril, para que um acordo que encerrasse o conflito fosse firmado. O mandatário declarou que, na ausência de um acordo considerado “satisfatório” pelos EUA, o Irã seria severamente atingido em seus pilares de infraestrutura, como plantas de energia e pontes.
O republicano expressou a intenção de levar o país “de volta à idade da pedra”, sugerindo que uma reconstrução completa poderia levar mais de duas décadas. Em sua plataforma Truth Social, Trump comentou que “uma civilização inteira morrerá” naquela noite, mas ponderou que uma mudança de regime poderia trazer um momento revolucionário para a história mundial.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.
